por Regiane Jodas

Tirando o pó deste blog, resolvi escrever sobre uma banda que em minha primeira ‘ouvida’ arrancou-me um “sensacional” logo de cara. Trata-se da mais nova empreitada de Stuart Murdoch, da banda escocesa Belle and Sebastian, a “God Help the girl”.

A nova empreitada de Stuart Murdoch do Belle and Sebastian, a God Help the Girl.

A nova empreitada de Stuart Murdoch do Belle and Sebastian, a "God Help the Girl".

Em 2004, Murdoch começou a compor, mas, não se via cantando aquelas canções feitas, então, teve a idéia de realizar testes com cantoras diversas. Isso mesmo, vocais femininos (e belíssimos vocais femininos, honestamente). Foram escolhidas Brittany Stallings, de Washington, Dina Bankole, de Michigan e Catherine Ireton que interpreta grande parte das músicas desse disco. As gravações contaram com a participação dos integrantes do Belle também.

Soube da banda pelo Twitter (ferramenta utilíssima para trocas de informações), resolvi e ouvir sem esperar absolutamente nada, achei ser somente mais uma banda nova a qual ia me esquecer da existência nos minutos seguintes a primeira audição. Ledo engano…

Os vocais femininos dão um toque todo especial a essa sonoridade totalmente sessentista. Alguns dizem por aí do toque indie nas músicas, eu prefiro dizer que é um toque “God Help the Girl”, já que detesto rótulos de qualquer tipo. Achei na verdade um tanto parecido com o Belle, mas, parecido não é igual. Apurando melhor os ouvidos, quem se interessar em ouvir vai parceber as diferenças e a proposta do Stuart. Destaco “Funny Little Frog”, primeiro single do disco (vide vídeo no final deste post) , “Musicians, Please Take Heeds” e “I want Your Jeans”, essa última, lindíssima por sinal.

Deixo aqui a minha dica então, ouçam “God Help the Girl”, um trabalho, na minha opinião, encantador, trilha que cabe perfeitamente em várias situações, desde as mais relaxantes, a encontro com amigos, amores, família, enfim, disco musicalmente ‘redondinho’.

Abraço

Por Regiane

Dia desses, na Livraria Cultura, estava eu, juntamente com minhas amigas Samantha (q procurava um presente pra um amigo, algo dos Beatles e barato, ou seja, praticamente impossível rs) e a Roberta (dona de 2 das 12 mãos desse blog), qdo esse última encosta ao meu lado:

– Ó!?
– Q q é isso?
– A Sá tava procurando o presente e encontrou isso, achei que vc ia gostar!
– Ahh gostar eu gosto, mas, deve ser caro, Robs! Com certeza é! – já esperando ser uma fortuna.

Samantha vai ver o preço:

– é X. – preço incrívelmente em conta.
– o.O Onde é o caixa?!

Cheguei em casa e não pude assistir, já que geral domina a TV pra ver novela e Ronnie Von (ok, eu gosto do tio Ronnie, ele é Rock n’ Roll!). Fiquei curiosa.
No fim de semana seguinte, todos foram viajar e ai sim pude ‘degustar’ tranquilamente cada cena desse documentário feito pra BBC de Londres, sobre a última grande turnê dos Beatles em 1966.

Documentário mostra a última grande turnê do Fab4

Documentário mostra a última grande turnê do Fab4

Cenas conhecidas, outras nem tanto. Rapazes animados no início de mais uma grande – e dessa vez última – turnê e nem tão satisfeitos no final dela. Engraçado, na maioria das vezes só é abordado o lado do glamour, as fãs, a gritaria, a qualidade musical indiscutível, mas, muita gente não imagina a precariedade estrutural dos shows e das turnês dos caras. É algo quase inacreditável, mas, eram falhas gigantescas pra uma banda daquele porte (convenhamos que naquela época os recursos decentes eram escassos também). Primeiro foi o Harrison, que pelo que é contado, desde o início já estava naquilo contrariado, depois Lennon decepcionado com a forma que uma de suas declarações mais famosas foi tratada (aquela, de que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo), o que ocasionou um desconforto gigante com a Igreja e seus seguidores mais fiéis, inúmeros tumultos por onde passavam, discos queimados, ameaças de morte, enfim. Tudo contribuiu para o fim da carreira dos rapazes pela estrada afora, com as grandes turnês.

Um DVD de 60 minutos, curto pra quem tem verdadeiro fascínio pela banda, parece que passa num piscar de olhos, mas, incrível, com cenas inéditas. Só senti muita falta das canções dos rapazes na trilha. Nas cenas de shows, não poder ouvir o áudio original é torturante quase, mas, pelo que me consta, isso aconteceu devido a problemas com direitos autorais (assunto bem complicado qdo se trata de Fab4).

Enfim, recomendo (o que não é muita novidade!)

Por Fábio Vanzo

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Pioneiro do death/doom metal como o conhecemos hoje (da mesma safra de Anathema, Amorphis, Paradise Lost e Therion), o My Dying Bride lança discos regularmente, ainda que sem o mesmo impacto de quando trocou o death mais simples de As The Flower Whiters para o doom mais melódico de Turn Loose The Swans. Sem falar que o experimentalismo de 34.788%…Complete e a relativa falta de peso dos três discos seguintes denunciavam um possível esgotamento do gênero. A solução encontrada? Retomar um pouco do “metal” das antigas e adicionar ainda mais tristeza.

Desde a primeira faixa, My Body, A Funeral, não há senão pesar, dor e morbidez. Enquanto a cozinha dá o tom marcial e pesado, as guitarras dão peso e melodia às canções, o vocalista Aaron Stainthorpe puxa o ouvinte para o abismo das emoções mais fúnebres e o característico violino corta qualquer coração que estiver batendo por perto.

Enquanto Fall With Me carrega nas guitarras dobradas com afinações mais graves, ou ouvinte se lembra de que não há esperança ou redenção no mundo do MDB. A síntese está na faixa-título: “With glory and blazing eyes / I rise into bloody skies / Myself a storm, ravaging / The wrath of God, down I bring”.

O destaque fica para para as belíssimas Fall With Me e Echoes From A Hollow Soul, que poderiam perfeitamente estar em Like Gods Of The Sun. Entre elas, a levada mais gothic metal de Bring Me Victory, que, se não é brilhante, mostra variação musical e mantém o pique.

Shadowhaunt é lenta até para uma música deles, e talvez seja o momento mais “difícil” do álbum, e Sanctuario De Sangue também não traz nada demais, é apenas uma música de bom gosto.

Ainda bem que, quando você acha que o disco vai ficar monótono, vem A Chapter Of Loathing com uma agradável surpresa: um furioso início death metal, como nos velhos tempos, seguida por uma levada meio black metal (isso mesmo!), para então retornar ao death das antigas e depois ao death do início É a única faixa sem vocais limpos.

O disco termina brilhantemente com a épica Death Triumphant e seus mais de 11min de peso e melancolia, porém com uma eventual pegada de heavy-thrash à Metallica (bem de leve).

O resultado é o primeiro grande algum do ano, com uma grande banda tentando, mais uma vez, se reinventar. O Anathema que se cuide.

Por Fábio Vanzo

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Funeral doom, subgênero do doom metal que estica ainda mais as músicas e diminui ainda mais as BPMs, deixando tudo hipnótico, denso (e, não raro, repetitivo e chato), precisa de mais bandas que sigam o exemplo desta veterana da Austrália, o Mournful Congregation: neste The June Frost (2009), seu mais novo trabalho, as músicas são lentas e bem longas (uma delas, White Cold Wrath Burnt Frozen Blood, passa dos 17min), mas sem abdicar da criatividade e da variedade, com discretos violões, e-bows e muitas guitarras com oitavador, que adicionam melancolia à morbidez do estilo e lembram o Anathema dos primórdios (sem a genialidade, claro). Como todos os CDs de funeral doom metal, não é algo que dê para ouvir toda hora, mas é um bom companheiro “ambiente“ pra aqueles momentos de solitude.

Por Fábio Vanzo

 

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The Boss não é muito de se arriscar: quem compra os discos sabe que vai ouvir folk-rock com pitadas de rock de arena e letras cantando sobre a melancolia da classe operária nos subúrbios americanos. Neste Working On A Dream (2009) a voz continua ótima, e as canções têm aqueles arranjos simples e de bom gosto que esperamos de um trabalho do Bruce. Destaque para a épica Outlaw Pete, que abre o CD, o hit-single Life Itself e a delicadeza de The Last Carnival. De bônus, a ordinária The Wrestler, trilha d’O Lutador, filme protagonizado por Mickey Rourke. No saldo, um disco bastante digno de um cara que ama o que faz.

Por Fábio Vanzo

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Não é preguiça, mas tudo que eu disse sobre o último disco do Keane vale para este novo álbum do FF, Tonight: Franz Ferdinand  (2009). Percebe-se uma banda tentando inovar dentro do estilo próprio, incluindo elementos eletrônicos, porém com visível falta de intimidade com o assunto. A banda surge pouco à vontade, num disco morno, sem músicas empolgantes como nos dois ótimos primeiros CDs. A diferença é que o Keane, banda melancólica e agridoce que tentou ficar mais dançante, neste trabalho o FF, já naturalmente feito para as pistas, acabou morno por outras vias, diminuindo o andamento da maioria das canções. OK caras, valeu a tentativa. O próximo, por favor.

por Roberta Lopes

Sutil e intenso. Calmo e arrebatador. Cenas e histórias comuns pintadas em fortes cores de neon. Paisagens urbanas por ora bucólicas. Momentos introspectivos exteriorizados à flor da pele. A vida de uma personagem em trânsito pelos roteiros de tantas outras. É essa a minha visão resumida do belo original “My Blueberry Nights“, ou do abrasileirado “Um Beijo roubado”.

O longa-metragem do cineasta chinês Wong Kar Wai me conquistou desde o cartaz: Norah Jones e Jude Law em um beijo sincero e de total entrega.

Vi no cinema e fiquei completamente apaixonada, até que fui cara de pau o bastante para pedir ao meu amigo secreto o DVD como presente. No fim caiu como uma luva, afinal quem me tirou foi a Renata e ela já havia deixado bem claro que não sabia copiar mídia alguma (uma das propostas do nosso amigo seiscreto era indicar alguma coisa para a pessoa a ser presenteada e fazer uma cópia).

Blueberry é daqueles filmes que me deixa com uma leveza tremenda de espírito; a tal ponto que escrever sobre se torna bastante difícil, por isso a demora em postar aqui.

O enredo conta cerca de 10 meses da vida de Elizabeth – protagonizada pela também cantora Norah Jones. Uma desilusão amorosa, um novo confidente e uma fuga da rotina transformada em crescimento pessoal através de cidades e pessoas novas. Entre elas as atrizes queridinhas dos “cults” Natalie Portman e Rachel Weisz e a não menos cultuada pelos descolados a cantora Cat Power em uma participação especialíssima.

O filme é todo costurado com belas frases e fotografias. Bares, cafés, cassinos e metrôs são retratados por uma visão além da corriqueira, e são assim também as conversas não parece haver espaço para uma frase mal posicionada ou um pensamento sem interpretações que vão muito além do literal.

My Blueberry Nights entra certamente no hall dos filmes que “você precisa ver”. Vá lá até seu DVD e assista, não perca mais tempo lendo uma resenha que por mais que me esforce nunca vai mostrar a essência e a beleza de uma vida simples pintada em neon.

Por Fábio Vanzo

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Minha vez de falar sobre o presente de final de ano, dado pela Jackline: Serial Killer, Louco Ou Cruel, de Ilana Casoy. Na edição revista e ampliada deste que já é um clássico sobre o tema, a autora traz minuciosos dados sobre a história dos mais famosos assassinos seriais do mundo, como Ted Bundy, Ed Gein e Jeffrey Dahmer. Tudo com base em intensas pesquisas nos arquivos do FBI e emoldurado por uma prosa ágil e elegante, que faz com que o leitor se envolva com os casos e não consiga largar o livro até terminá-lo, com a incômoda sensação de que os tais “monstros” estão por aí e são muito mais parecidos conosco do que queremos acreditar.

Por Raphael Prado

Como a Regiane já explicou no post dela sobre o amigo secreto do blog, vou escrever algumas linhas sobre os presentes que eu ganhei da Roberta [que por pura coincidência é minha namorada e sabia [ou não] o que eu queria ganhar], o dvd do filme “Across the Universe” e o livro “Os Sete” [André Vianco], então vamos começar pelo filme.

Across The Universe
Musical cuja historia é narrada apenas com musicas do Beatles, historia essa de um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) que vai pra a América com o intuito de descobrir quem é o seu pai, e logo de cara, no campus da famosa Universidade de Princeton, conhece Max (Joe Anderson) cuja amizade é formada de imediato. Max tem uma irmã, Lucy (Evan Rachel Wood) por quem Jude se apaixona a primeira vista.

strawberry fields forever

strawberry fields forever

Os amigos se mudam pra Nova Iorque em busca de aventura, e conhecem cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio) e e moram todos no apartamento de Sadie.
A idéia do filme é genial, pois misturar uma historia de amor, com musicas dos Beatles e uma América dos anos 60 vivendo a fase do movimento hippie, da guerra do Vietnã e os conflitos da juventude como drogas, faculdade e questões políticas e sociais.
As participações especiais ficam por conta de Bono (como hippie Dr. Robert cantando “I am The Walrus”), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para “Come Together”), Salma Hayek (dançando “Happiness is a Warm Gun” vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em “Being For the Benefit of Mr. Kite!”).
Infelizmente temos no filme alguns pontos que seriam na minha humilde opinião desnecessários, como por exemplo, alguns efeitos super psicodélicos que deixam por alguns momentos o filme chato e sem uma lógica ou com difícil compreensão. E o encaixe mal feito do personagem da Prudence (T.V. Carpio), que do mesmo jeito que entra ela sai da trama, sem nenhuma explicação e que só faz jus sua aparição pela canção “Dear Prudence”.
Mas no todo é uma ótima pedida, principalmente pra quem é fã dos Beatles e tem a chance de ouvir 33 musicas dos rapazes de Liverpool.

site oficial do filme: http://www.sonypictures.com/homevideo/acrosstheuniverse/
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Os Sete [André Vianco]
Vou ser sincero, ainda não tive tempo de ler o livro por completo, pois meus horários estão muito corridos com minha vida de funcionario-padrão-peão, mas pelo pouco que li, pois ainda estou no começo do livro, me deixou muito entusiasmado com o que pode aparecer no decorrer do romance, pois a base da historia envolve vampiros, sobrenatural, coisas do além e historia do Brasil e Portugal.

vampiros, exstem??

vampiros, existem?

O que me deixou mais a vontade na leitura é o modo como o André Vianco escreve, que me lembra em até certo ponto o modo que o Marcelo Rubens Paiva escreve, que mistura locais conhecidos como Porto Alegre e São Paulo [nesse caso específico do André]o que deixa mais fácil a “visualização” dos acontecimentos de uma forma simples mas que não é de fora alguma simplória.
Sobre o livro não escreverei sinopse nem nada, pois o melhor do livro é descobri por si só o que está acontecendo e por acontecer na trama.
Muito mais que recomendado!

site oficial do André Vianco: http://www.andrevianco.net/sete.html

Agora vou agradecer a Roberta pelos presentes, que adorei muito! Valeu moça!

Por Jaqueline Santana

Intercâmbio Brasil-Cuba. Foi com esse propósito que saí de casa tempos atrás com um amigo para assistir ao show de Marina de la Riva. Com apenas duas músicas da cantora em meu repertório: “Ta-hi! (Pra Você Gostar de Mim)” – regravação do clássico de Carmem Miranda – e “Ojos Malignos” (com participação especial de Chico Buarque), segui em direção ao SESC Ipiranga sem saber bem o que esperar.

Convidada para participar do projeto Auditório MPB, comandado pela jornalista Roseli Tardelli, Marina seria entrevistada e, em seguida, teria o palco livre para seu principal papel na noite: o de cantora.

Durante a entrevista, as surpresas comuns de quando se assiste a algo tão de perto. É bom ver alguém se revelar diante de nós.  Pai cubano, mãe brasileira, advogada. Marina foi transparecendo diante de quase 200 pessoas. As histórias, os detalhes, as influências, as recordações, a bagagem, as memórias, os trejeitos, a expressão, tudo. Tudo a revelava.

Marina de la Riva

Foto: Divulgação

O primeiro e único álbum da carreira lhe rendeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), na categoria revelação feminina, e uma indicação ao prêmio Tim de Música.

Marina já participou de shows com a Orquestra Imperial, Andreas Kisser, Davi Moraes, Michael Franti (no Festival Power to the Peaceful), Nina Becker, Flávio Venturini (show “Conexão Latina”) e com Clara Moreno e Maria Rita (no Baile de Gala da Vogue, em 2008).

Casa cheia, talento a prova. Muda o figurino, apagam-se as luzes. Agora ela é outra. É Marina-cantora. Intensa. Vestido longo em preto e branco. Flor no cabelo. Luz vermelha. Músicos a postos. Entrega, ligação.

O set list passa por músicas em espanhol e em português (maioria em espanhol, claro). Samba, com ”Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho. Forró, com “Adeus, Maria Fulo”, de Humberto Teixeira e Sivuca, onde misturou um trecho em espanhol de “La Mulata Chancletera” e convida todo mundo a dançar. E “Drume Negrita”, uma canção de ninar cubana que interpretou para o filho sentado na primeira fila da platéia.

Com uma banda formada por músicos brasileiros e cubanos, ela explica entre uma música e outra o porquê de cada um estar ali. A importância, o significado, o conjunto da obra.

“Juramento” ficou impressa na memória. Letra e música. Algumas músicas marcam desde a primeira audição. Seria capaz de dizer que essa é uma delas. “Tin Tin Deo” e “Te Amaré y Después” são dois opostos que traduzem as faces da cantora.

Ver Marina faz o ar ficar diferente. Poucos são os shows que conseguem modificar o clima do ambiente. Marina nos apresenta Cuba, canção a canção. Somos o público, ela, a banda e um cabaré cubano, distantes de tudo.

E se valeu arriscar uma noite de terça-feira por curiosidade?
Em uma palavra:
Surpreendente!

Marina de la Riva:
www.marinadelariva.com.br
www.myspace.com/marinadelariva
http://tinyurl.com/lastfmmarinadelariva