Por Regiane

Primeiro post do ano e cá estou para falar do “Amigo 6creto” onde participaram as 12 mãos desse blog, no último dia 27, o qual rendeu presentes que com certeza darão continuidade a esse post mais adiante. O lema do ‘evento’ foi “gaste pouco e incentive a cultura do próximo”!
 Quem me tirou foi o Rapha e pra minha surpresa ganhei 2 presentes (ou seriam 3), um deles, 2em1 heeheh. Vamos a eles:

Stigmata

Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em "Stigmata"
Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em “Stigmata”

Suspense da melhor qualidade. No início achei que seria sequência do ‘O Exorcista”, mas, com o desenrolar do roteiro, vi q esse filme é dono de um conteúdo mais profundo, com questões mais complexas que não se resume ’somente’ a um ‘espírito obssessor’.

São 2 versões, a original e a do diretor (essa ainda não consegui ver, mas, em breve conseguirei), assisti a versão original.

O filme conta com a atuação da Patricia Arquette (da minissérie Medium pelo canal Sony), o que pra mim já ganha pontos, gosto muito do trabalho dela. O roteiro é bem executado até certo ponto, já que alguns ‘errinhos’ são inevitáveis, normal em filmes que tratam de fatos concretos (até a página 2), datas, geografia, antiguidades (sem trema, que ridículo) entre outros ítens.

Vou me apegar ao conteúdo do filme em si, pq foi o que me chamou atenção e surpreendeu, achei se tratar de um filme não tão polêmico, reflexivo, nem que envolvesse questões psicológicas. Como disse há algumas linhas acima, no ínício, cheguei a comparar com ‘O Exorcista’, comparação patética e errônea, confesso!

A história mostra, num humilde resumo que esssa que vos escreve vai tentar fazer,  um padre/cientista, que investiga ‘milagres’ tipo, aparições de imagens, santas que choram, essas coisas. Pois é, tudo dentro dos padrões, se não fosse um caso extremamente diferente aos olhos do que a Igreja Católica estava acostumada a lidar. Uma jovem de NY (a Patricia), que leva uma vida, digamos, mundana, passa a ter que conviver com stigmas de Cristo (isso segundo dizem, só acontece com pessoas extremamente religiosas), após ganhar um rosário, de sua mãe, pertencente a um padre, do sudeste do Brasil (achei nosso país, como sempre, bem mal ‘representado’ nesse filme, pensei se tratar da Colômbia, não desmerecendo esse país, claro, até citarem no nome Brasil, um verdadeiro pecado), que faleceu sob misterioso fato da santa de sua Igreja jorrar sangue verdadeiro dos olhos na hora de sua morte. 

Cenas fortes, mas, não é só isso… O filme traz muitos questionamentos e diga-se de passagem, de muito mais importância do que as pessoas em geral costumar dar a esses assuntos.

A dúvida de um padre/cientista, a escolha pela castidade, a igreja católica com suas regras e normas, fé, milagre, ego, poder e uma conversa muito íntima consigo sobre quais são suas convicções, religiosas ou não, quem é o seu Deus, onde vc realmente encontra ele livre de qq tipo de exploração seja de poder, interesse, status e dinheiro é o que esse filme traz pra quem assiste.

Polêmicas que me deixariam anos aqui filosofando sobre, com infinitos questionamentos, que na verdade não se resumiriam somente ao catolicismo, mas, no significado de ‘Deus’ num modo geral, mas, que eu deixo pra cada um refletir em suas casas, quando forem ver ao filme.

Recomendadíssimo!!!

Título Original: Stigmata
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Site Oficial: www.mgm.com/stigmata

====================================

Biquini Cavadão (CD e DVD 2em1)

Pra falar verdade, o DVD eu já tinha, nem por isso esse presente foi menos desejado, já q o CD pra mim era novidade.

O reino do Biquini
O reino do Biquini

Um dos melhores discos do Biquini na minha opinião, tenho no meu MP3 há séculos e nem penso em deletar ele. Sabe daqueles que sempre quando vc ouve, parece a primeira vez, amor a primera ouvida? Sabe quando vc tem vontade de sair pulando e dançando sem critérios? É assim!!!

Destaco as clássicas: a fodástica ‘Impossível’, a lindíssima ‘Timidez’, ‘Tédio’, ‘Zé Ninguém’ e a ‘Chove Chuva‘, sempre presentes em todos os shows do Biquini e que nesse Ao Vivo aparecem com uma ‘pegada’ muito boa!
As mais (ou nem tanto) ‘recentes’ como ‘Janaína’, ‘Quanto tempo demora um mês’, ‘Quando eu te encontrar’, mais calmas e tão lindas quanto.
E a regravação da canção do Nenhum de Nós, ‘Camila Camila’, que ganhou uma releitura bem Biquini de ser, ótima!

O DVD, é a animação do CD em imagens! Fortaleza realmente não poderia ter sido trocada por qq outra cidade pra esse DVD ser gravado! Sintonia perfeita do público e da banda!

Uma banda que tem todo o meu respeito pela trajetória q construiu, o Bruno, sempre tão querido (pessoalmente falando tb), letras que muito têm a passar pra quem escuta, um trabalho honesto e maravilhoso.

Site Oficial: www.biquinicavadao.com.br

Adoreiii tudo e assim eu termino, aqui, dizendo ‘olá’  pra 2009 com muita cultura e arte pra todo mundo, coisa que nesse país o acesso e ainda difícil!

 

Por Raphael Prado

 

Museu do futebol, Pacaembu, não poderia haver melhor lugar para ser lançado um livro sobre os dez maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista, e foi lá que o jornalista Celso Unzelte assim o fez ontem [16] a noite.

 

Além do próprio Celso mais nove jornalistas votaram na escolha dos dez jogadores que compõe esse livro, Celso Kinjô, Daniel Piza, Heródoto Barbeiro, José Geraldo Couto, Juca Kfouri, Marcelo Duarte, Max Gehringer, Raul Drewnick e Silvio Lancelloti, como o próprio Celso disse: “um verdadeiro Timão, à altura das melhores tradições corintianas”.

 

Os dez ídolos com mais votos recebidos por essa seleção de jornalistas foram: Cláudio “O Gerente Artilheiro”, Baltazar “O Cabecinha de Ouro”, Luizinho “O Pequeno Polegar”, Gilmar “O Super Guardião”, Rivellino “O Reizinho do Parque”, Zé Maria “O Super Zé”, Wladimir “O Recordista de Jogos”, Sócrates “O Doutor”, Neto “O Eterno Xodó da Fiel” e Marcelinho “O Pé-de-Anjo” e entraram no livro, mas outros ídolos foram lembrados nessa votação e por ser apenas dez serem escolhidos também receberam espaço no livro.

 

As biografias dos jogadores estão recheadas de informações estatísticas, numéricas e muitas curiosidades, como por exemplo, a que Roberto Rivellino em sua infância era torcedor do Palmeiras, ou que em 1994 o presidente do Flamengo chegou a oferecer Marquinhos como melhor e até mais lucrativo negócio que o garoto Marcelinho.

 

 

Os Dez Mais do Corinthians

Os Dez Mais do Corinthians

 

 

O livro é uma ótima pedida pra quem quer conhecer mais e melhor sobre a história dos dez ídolos que viveram uma experiência que os distingue na historia da humanidade, pois só quem foi ou é ídolo do Corinthians sabe que, depois, ou antes, nada mais tem a mesma importância, como já disse Juca Kfouri.

 

O evento contou com a presença de alguns dos jogadores homenageados como Wladimir e Zé Maria, do vice-presidente de marketing do Corinthians Luis Paulo Rosenberg, e outros amigos-jornalistas como Benjamin Back e Mauro Betting, alem dos integrantes da campanha “Sangue Corintiano”.

 

Celso Dario Unzelte é jornalista especializado na área de esportes, com ênfase na pesquisa histórica desde 1990. Tem quatro livros publicados: Almanaque do Timão [Editora Abril], Almanaque do Palmeiras [Editora Abril em co-autoria com Mário Sérgio Venditti], O livro de Ouro do Futebol [Ediouro] e Grandes Clubes Brasileiros [Viana & Mosley Editora, em co-autoria com Marcelo Migueres]. Atualmente, Celso Unzelte é comentarista da ESPN, professor de jornalismo na Faculdade Cásper Libero e um dos editores do caderno semanal de esportes, do Diário do Comércio. Entre outros trabalhos, prestou consultoria praa o Memorial do Corinthians e o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu.

 

Agradecimentos especiais ao amigo Celso pelo convite e pela entrevista que em breve será publicada aqui nesse mesmo blog, e ao pessoal da campanha “Sangue Corintiano”.

 

As fotos do evento estão no flickr http://www.flickr.com/photos/_rapha_/

 

 

 

 

rede-de-mentiras-poster01

Por Fábio Vanzo

Ridley Scott é sinônimo de qualidade. Um Bom Ano, Falcão Negro Em Perigo, Gladiador, O Gângster, Chuva Negra, Alien, Os Duelistas, Chuva Negra… não preciso dar mais exemplos de clássicos dirigidos por esse inglês que iniciou no cinema já consagrado no ramo da propaganda. Tendo como único senão o azar de ter um nada talentoso irmão, Tony Scott, que se aventura a fazer filmes invariavelmente ruins. Mas vamos a Rede De Mentiras: dirigido e produzido por Ridley, com roteiro de Monahan, baseado em livro de David Ignatius, filme conta os esforços de Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) para desmantelar uma célula terrorista da Al Qaeda no Oriente Médio. Enquanto isso, é assessorado, dos EUA, por Ed Hoffman (Russell Crowe). Esse confronto entre os dois personagens lembra um pouco o dilema moral d’O Gângster: ambos fazem serviços sujos, porém um tem dilemas morais, e outro não. No caso Roger Ferris se envolve emocionalmente porque está lá no campo de guerrilha, vê as mortes, mata pessoas. Já Roger Ferris controla todas as ações de espionagem da sua casa, confortavelmente. DiCaprio está ótimo como o atormentado agente que, se não é tão torpe quando seu colega de trabalho, também usa pessoas inocentes mais de uma vez, de forma inconseqüente, enquanto Russell Crowe, totalmente à vontade como o escroto, bonachão e inescrupuloso agente. Os ambientes áridos do Oriente Médio são relatados de forma crua, qual a África no injustamente criticado Falcão Negro Em Perigo, sem maiores juízos de valor, assim como o roteiro traz diversas alfinetadas no modo ineficiente como a CIA trata a questão do terrorismo: enquanto o Ocidente não entender o Oriente, e insistir em tratar questões complexas de forma truculenta, o caminho estará aberto para líderes fanáticos como o vilão Al-Saleem (Alon Abutbul). Perfeito equilíbrio entre a ação e a reflexão (esta sempre implícita, sem didatismo). Mais uma vez, Ridley Scott mostrando como se faz.

por Roberta Lopes

A Secretaria de Estado da Cultura e a APAA (Associação Paulista dos Amigos das Artes) promovem no próximo fim de semana uma edição especial da Virada Cultural em prol da população de Santa Catarina que sofreu com os desastres causados pela forte chuva que atingiu o estado recentemente.

As atrações compreendem espetáculos de dança, circo, shows musicais e apresentações teatrais; todos apresentados no teatro Sérgio Cardoso (Bela Vista) das 6h do próximo sábado (6) até às 18h de domingo (7).

Para ter direito de participar de tudo isso é só fazer um apanhado de coisas que talvez não seja mais útil pra você aí na sua casa ou separar um dinheiro e ir até o supermercado e juntar alimentos não perecíveis, roupas e itens de higiene pessoal que serão encaminhados as vítimas. Em frente ao teatro um caminhão receberá as doações.

Todos os artistas irão se apresentar gratuitamente e sem o recebimento de cachê. O grupo teatral “Brincando no Quintal”, as bandas Ludov e Cachorro Grande e a cantora Marina de La Riva são algumas das atrações da Virada Cultural edição especial SOS Santa Catarina.

A programação completa está disponível no site da Secretaria de Estado da Cultura.

Virada Cultural SOS Santa Catarina
Das 18h de sábado (6) até 18h de domingo (7)
Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo)
Mediante doação de itens água potável, alimentos não-perecíveis, produtos de higiene pessoal (fralda descartável infantil e geriátrica, absorventes, sabonetes, toalhas, cotonetes, papel higiênico), produtos de limpeza (sacos de lixo, lonas plásticas, desinfetantes, rodos, água sanitária), roupas, sapatos e cobertores.

por Raphael Prado

Criada pelo autor belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, “As Aventuras De Tintin” mostram um jovem jornalista que corre o mundo [em lugares reais e outros fictícios] na busca da verdade e da justiça sempre acompanhado do seu fiel companheiro o cachorro terrier Milu, e de se seus amigos Capitão Archibald Haddock [com mil raios e trovões!] e do Professor Trifólio Girassol [que tem um pequeno problema de audição] tendo também participações de personagens secundários como os detetives Dupond e Dupont.

Os amigos que ajudam Tintin nos mais diversos casos pelo mundo são o Nestor, o mordomo do castelo de Moulinsart [onde moram o Capitão Haddock e o Professor Girassol]; Bianca Castafiore, uma cantora de ópera, conhecida como o Rouxinol Milanês; General Alcazar, um ditador sul-americano; Mohammed Ben Kalish Ezab, um emir, e seu filho Abdallah; Serafim Lampião, um vendedor de seguros; Oliveira da Figueira, vendedor de especiarias; Tchang Chong-Chen, um menino chinês, contra os malfeitores Doutor J.W. Müller, um médico alemão; Roberto Rastapopoulos cineasta e contrabandista também conhecido por Marques Di Gorgonzola; Coronel Sponsz do exército da Borduria [país fictício], General Tapioca ditador em San Teodoros [país fictício]; Allan Thompson imediato do navio do Capitão Haddock que se revelou um traidor ao trabalhar para Rastapopoulos.

Box com as 3 temporadas

Box com as 3 temporadas

A série em quadrinhos Tintin já vendeu mais de 200 milhões de cópias no mundo e foi traduzida para 60 idiomas, se tornando assim um dos maiores clássicos da animação mundial. Steven Spielberg levará Tintin para o cinema em 2010. E para a alegria dos fãs de Tintin o ano de 2008 viu o lançamento do box set “As Aventuras De Tintin” contendo as 3 temporadas com 39 episódios baseados em 21 livros do personagem dividos em 9 DVDs, digitalizados e remasterizados com base na serie de tv produzida pela Ellipse Programmé e pela Nelvana em 1991, e que aqui no Brasil foi exibido pela tv cultura na segunda metade dos anos 90.

Segue abaixo a lista dos episódios das 3 temporadas

Primeira Temporada
O Caranguejo das Tenazes de Ouro [partes 1 e 2]
O Segredo do Licorne [partes 1 e 2]
O Tesouro de Rackham o Terrível
Os Charutos do Faraó [partes 1 e 2]
O Lótus Azul [partes 1 e 2]
A Ilha Negra [partes 1 e 2]
O Caso Girassol [partes 1 e 2]

Menu da primeira temporada

Menu da primeira temporada

Segunda Temporada
A Estrela Misteriosa
O Ídolo Roubado [partes 1 e 2]
O Cetro de Ottokar [partes 1 e 2]
Tintin no Tibet [partes 1 e 2]
Tintin e os Tímpanos [partes 1 e 2]
Tintin no País do Ouro Negro [partes 1 e 2]
Vôo 714 para Sydney [partes 1 e 2]

Terceira Temporada
Perdidos no Mar [partes 1 e 2]
As Sete Bolas de Cristal [partes 1 e 2]
O Templo do Sol [partes 1 e 2]
As Jóias de Castafiore [partes 1 e 2]
Objetivo Lua [partes 1 e 2]
Explorando a Lua [partes 1 e 2]
Tintin na América
Ficha técnica do box set

Ano de Lançamento: 2008
Gênero: Animação
Produção: Nelvana
Estúdio: Log On/Culturamarcas
Áudio: Português / Inglês
Legenda: Português
Duração: 897 minutos
Volumes: 9 DVDs

por Roberta Lopes

chinese1

Depois de 14 anos ele chegou às lojas. Depois de 14 anos está no meu CD Player. A banda que sempre figurou entre as minhas 3 preferidas resolveu voltar e mais uma vez me surpreender.  O Chinese Democracy é todo realmente feito com muito cuidado, do encarte belíssimo as músicas cuidadosamente executadas.

Minhas impressões seguem num faixa a faixa. Depois de 14 anos é o mínimo e o máximo que sou capaz de fazer. Ainda não acredito muito bem que ele é real.

Chinese Democracy:  Faixa título sempre parece ter um peso maior, a responsabilidade maior. A primeira a ser lançada também no myspace da banda. Já ouvi tanto que nem pareceu inédita.  Mas é boa, uma das melhores na minha opinião. Uma das que mais parece Guns n’ Roses. Voz rouca e grave de Axl Rose e um rock pesado. Seria facilmente incluída em qualquer outro álbum da banda. Nem parece que foi feita depois de tanto tempo.

Shackler’s Revenge: Ao ouvir essa música a diferença do som do Guns de outrora com essa banda do Chinese Democracy começa a surgir. Uma levada mais metal com 50 mil corridas de guitarra invadem as caixinhas de som. A voz característica é o que nos faz lembrar a quem estamos ouvindo.

Better: Mais uma das já conhecidas. Tanto de estúdio, lançada pouco depois da faixa título, quanto da apresentação no Rock in Rio 3 em 2001. A preferida do disco pra mim, a mais característica de todas. Melódica, ritmada e com o vocal perfeitamente sincronizado e praticamente igual ao da época áurea da banda.

Street of dreams: Também tocada no Rock in Rio 3 com outro nome, acredito que “The Blues”. É bonita; piano e guitarra no começo já anunciam isso. Tem cara de single, de clipe, de wannabe” Don’t Cry. Devo dizer que se os solos fossem do Slash seria mais bonita ainda!

If the world: Se não estivesse no Chinese eu nunca diria que é do Guns até o vocal começar. Aliás na primeira ouvida achei que se tratasse de alguma pegadinha. Sabe música de “fuck time”? Luis Miguel? Julio Iglesias? Pois é, o começo é bem parecido. Brega!

There was a time: Diferente também do usual da banda, ou do que restou dela, ou do que foi um dia. Mas é boa, tem uma levadinha ritmada no início que marca todo o resto da canção. A voz é praticamente uma narração apenas cantada no refrão. Outra das preferidas.
 
Catcher in the rye: A mais forte e ao mesmo tempo a mais singela do disco. Um ar melancólico na voz e na melodia. Será que tem a ver com o livro? (Apanhador no campo de centeio – J.D. Salinger). Queria taaaanto uma entrevista decente com o Axl sobre tudo. Se alguém responsável pela assessoria dele estiver por aí eu me candidato ok??

Scraped: Isso era pra ser Guns mesmo??? Desculpem mas pra mim é um remix de um DJ inútil que estraga as músicas boas. É new metal mal feito com gritos que me dão dor de cabeça.

Riad n’ the bedouins: Não sei se é ruim, mas sei lá, podia ser de outra banda qualquer. E os gritos excessivos do Axl também me dão dor de cabeça nela. Seria dispensável, pelo menos no Chinese.

Sorry: Introspectiva. Mais uma bem melancólica. “I’m sorry for you. Not sorry for me. You don’t know who you can trust now or you should believe”, Axl canta no refrão com voz de cachorro que caiu da mudança. Definitivamente dá pra desculpar qualquer coisa.

I.R.S: Outra que poderia estar em qualquer disco da banda. Boa mas sem grande destaque. Bem executada e cantada com certo ar de indignação típico de 70% das músicas do Guns.

Madagascar: Outra apresentada no Rock in Rio de quase 8 anos atrás. Balada típica com adição de orquestra. November Rain revisited? Mais forte acho.

This I love: Lentíssima, muito piano e muita guitarra. Tanta guitarra, tanto solo que parece ser uma prova de que não precisam do Slash. Eu continuo na dúvida. Mas Robin Finck, o “mister Sossego” mostra que é bom no que faz.

Prostitute: Das corretas, bem feitas e não muito surpreendentes. Fecha o disco com jeito de despedida, mas não do álbum. Posso estar errada mas acho que a idéia dos 14 anos não foi para a banda voltar e sim pra acabar de vez, com um adeus muito bem dado.

Balanço Final?

É bom, mas óbvio que não ameniza os 14 anos de espera. Nada amenizaria. Aconselho que você nem se quer chegue a discutir esse quesito, chegaria a ser tão covarde quanto fazer os fãs esperarem tanto.

Exatamente pela palhaçada da enrolação que é bom. Esperava que musicalmente fosse ser tão risível quanto a espera, mas não é. A tal mania de perfeição de Axl Rose parece ter surtido efeito.

Chinese Democracy é um disco bom para os fãs de Guns n’ Roses. Mas com certeza não será ele que você vai mostrar pra alguém que não conhece a banda. Não chega aos pés da originalidade de um Apettite for Destruction ou da capacidade para hits dos Use your Illusion, mas é sim um disco muito bem feito.

Escutem e tirem suas próprias impressões: http://www.myspace.com/gunsnroses

Por Fábio Vanzo

dsc090221

“O pessoal costuma dizer que o pessoal do Clube Da Esquina foram os Beatles brasileiros, mas eu costumo dizer que eles foram os primeiros punks. Olha só: eles tocavam de costas pro público, eram avessos ao jet-set e experimentaram mais estados alterados da consciência do que o próprio Timothy Leary.” (Samuel Rosa)

Essas palavras definem bem o clima descontraído do show Lô Borges Convida Samuel Rosa, parte da Mostra Contemporânea de Arte Mineira (18 a 23 de novembro), realizada no Sesc Pompéia.

Na primeira parte do show, Lô seguiu seu hábito dos últimos anos, de fazer o setlist com uma maioria de músicas recentes (dois últimos discos), de sonoridade mais pop-rock – sem dúvida fruto da amizade com Samuel – o que, sem dúvida, é uma atitude corajosa e artisticamente relevante.

Após mais ou menos uma hora de show, com canções mais novas e alguns clássicos, Samuel Rosa veio ao palco, quando, em clima de bastante descontração, foram tocadas canções do Skank, como Te Ver (início da relação entre os dois, quando Lô gravou-a em seu disco Meu Filme, de 1996), parcerias Salomão-Samuel (Dois Rios e Resposta), uma canção 100% Skank (Vou Deixar, tocada só por Samuel, enquanto Lô avisava que ia “tomar uma água mais forte no camarim”) e clássicos como Clube Da Esquina Nº2 (sabe-se lá porque, tocada duas vezes), Paisagem Da Janela, O Trem Azul e Para Lennon & McCartney (com a inesperada, ainda que dispensável, participação de Rogério Flausino, do Jota Quest). Uma noite bastante agradável, mesmo que imperfeita.

Mas os fatores “extracampo” acabaram ofuscando o evento. Se eu já achava estranha a idéia de uma “mostra mineira” em São Paulo, mas achava que o show ia ser legal (e foi) e que o Sesc tinha direito de fazer o que quisesse com seu dinheiro. Infelizmente encontrei isto dias depois:

“A mostra obteve o apoio da Lei Rouanet, que aprovou a captação de R$ 800 mil, valor integralmente patrocinado pela Fiat, sob apoio do Sesc..”

Que dizer que eu paguei três vezes o show? Uma contribuindo pro Sesc, uma pagando o ingresso e uma com meus impostos repassados a Fiat?

Isso muda tudo. Como disse Maurício Stycer:

“É preciso realizar um evento deste tamanho, ao custo de R$ 800 mil, com apoio da Lei Rouanet, para ouvir o vocalista do Skank? Lô Borges e Samuel Rosa são “músicos mineiros”? O que é isso? Faz sentido falar em “arte mineira” no mundo de hoje? As manifestações culturais (música, teatro, cinema, artes visuais) de artistas que vivem em Minas são diferentes daquelas realizadas por artistas que vivem no Rio Grande do Sul, no Ceará ou em São Paulo? Antes disso: existe algo em comum aos chamados “artistas mineiros”? O que seria a “arte paulista”? Ou a “arte carioca”?”

E uma das três organizadoras, a Débora Falabella, ainda empregou o marido Chuck e mais um membro da família Hipólito (provavelmente o cunhado) na produção, sabe-se lá a que custo, enquanto os artistas desconhecidos do festival devem ter ganhado uma mixaria – ou vocês acham que os índios (!?) que desfilaram e cantaram na área de convivência do Sesc Pompéia foram bem remunerados?

Enquanto isso, diretores faturam alto, se promovem, e uma grande empresa e uma associação comercial privadas fazem caridade com dinheiro público (pois a lei reverte tudo em isenção de impostos). Lamentável.

por Roberta Lopes

Conheço e considero 3 tipos distintos de filmes nacionais:

1- Filmes regionais praticamente caricaturados que podem conter um humor sem fim ou um drama mais sem fim ainda. Os meus preferidos. O que mostram o melhor da criatividade brasileira e as melhores fotografias, roteiros e trilhas sonoras.
2- Filmes os quais após 5 minutos assistindo você é capaz de jurar que está no sofá da sua casa assistindo a mais algum capítulo de uma novela qualquer da TV Globo. Nem na sessão da tarde eu aguento muito, com raríssimas excessões.
3- Filmes que de tanto medo de serem estereotipados são os que mais assim ficam.  Aqueles que têm necessidade gigante de enfiar um palavrão em uma frase sim e outra também, enquadramentos esquisitíssimos, câmera com mal de Parkinson e a obrigatoriedade de sempre ter uma cena sem noção de uma mulher em nu frontal.

Para minha infelicidade, após assistir ao Feliz Natal (estréia de Selton Mello como diretor de longa-metragem) o enquadrei no terceiro tipo.

O enredo é interessante. Caio (Leonardo Medeiros) é o ovelha negra da família (ao menos a declarada) que ficou muito tempo fora de casa e resolve voltar para visitar a todos na noite de Natal. É recebido pelo sobrinho que não conhecia, a mãe bêbada (Darlene Glória), a cunhada solícita (Graziela Moretto) e o irmão almofadinha (Paulo Guarnieri) que o julga a todo momento. O pai (Lucio Mauro) mal se digna a cruzar o mesmo caminho e trocar olhares de reprovação com o filho “bosta”.

A partir daí todos os problemas que pareciam guardados sobre uma pesada pedra voltam à tona. Até mesmo o motivo de tanto desprezo da família com o protagonista: entre tantas outras coisas ele matou uma moça.

Não posso negar que é no mínimo corajoso lançar um filme entitulado “Feliz Natal” nesta época do ano e no lugar de neve no telhado, um gordo Papai Noel e crianças felizes, enfiar goela abaixo dos espectadores uma família em decadência e a realidade do que é o Natal pra maioria das pessoas: um periódo de consumismo desenfreado, demagogia e perdões comprados.

No entanto o desenvolvimento da idéia me parece um tanto infeliz. Poucos diálogos ao longo de toda trama e incontáveis olhares que também não dizem nada. Closes em cabelos brancos e gelos de copo de whisky. Trilha sonora (de Plinio Profeta, aquele da Eliane Galileu) cansativa e pouco criativa. Fotografia escuríssima. Trama lenta. E claro, uma cena sem noção de um nu frontal feminino.

Não desista de assistir ao filme por nada que eu disse. Mas vá preparado, o Selton Mello diretor, roteirista, editor e produtor não parece assim tão competente quanto o Xicó de “O Auto da Compadecida”, o Lourenço de “O Cheiro do Ralo”, ou o “Leléu” de Lisbela e o Prisioneiro”.

Mas se você é fã das câmeras tremidas de Fernando Meirelles compre um mega balde de pipoca e já entre na sala com um sorriso no rosto, afinal em entrevista à Folha de S. Paulo,  Selton afirmou ser este seu principal espelho. Não há como negar, os mesmos motivos que me irritaram em Feliz Natal foram os fatos tristes em Ensaio Sobre a Cegueira.

Por Fábio Vanzo

keane1

Todo mundo que já resenhou o disco novo do Keane, Perfect Simmetry, comentou isto, mas é impossível não dizer: o som da banda está mais dançante. Barulhinhos eletrônicos, coros, batidas marcantes e demais artifícios irresistíveis nas pistas estão espalhados pelas onze faixas, junto com a tradicional formação baixo + bateria + teclado + voz. A primeira faixa, Spiralling, até assusta – dá a impressão de que o vocalista Tom Chaplin chamou o The Killers pra gravar junto. São umas palminhas e uns timbres, sonoros e vocais, que mostram que eles provavelmente tentaram inovar, sair um pouco das baladas “retas”, mas é estranho, parece artificial; talvez, se a linha continuar, seja aperfeiçoada no próximo disco. Porém não se engane: a melancolia, disfarçada no som, ainda pesa bastante sobre as letras, de “I waited up all night / But I never saw the light” da primeira canção, a “But all the principles of love / Don’t save us”, de Love Is The End, que encerra o disco. Não por acaso os melhores momentos, como a faixa-título, e a balada You Don’t See Me (que poderia estar num disco recente do U2) são as músicas sem invencionices. Não é um Hopes And Fears, nem mesmo um Under The Iron Sea, mas mantém o interesse e a expectativa por essa bela banda, com suas belas (e simples) músicas. Ele podem fazer melhor que isso.

por Raphael Prado e Roberta Lopes

No último sábado (8/11) aconteceu a 3ª edição do Planeta Terra festival, na Villa dos Galpões, zona sul de São Paulo. O evento teve aproximadamente 12 horas de duração e 15 mil pessoas passeando pelas diversas atrações didividas majoritariamente em 2 palcos [o main e o indie] e uma tenda de DJs.

Verdade que boa parte das atrações que estavam escaladas pro palco indie nunca tínhamos ouvido falar, talvez pela gigantesca explosão de bandas que carregam esse “rótulo” de indie-rock, talvez pela falta de interesse mesmo. Tanto que dali a motivação era realmente por um show, o Breeders e também havia uma certa curiosidade pra ver a inusitada dupla Brothers Of Brazil composta pelos irmãos Supla e João Suplicy.

Já no “Main Stage” rolou os shows que estávamos mais interessado em ver, e acreditamos que os principais responsáveis pela grande procura de ingressos para o festival (cerca de 15 dias antes estavam completamente esgotados): The Offspring, Kaiser Chiefs e Jesus And Mary Chain. Além deles nesse palco ainda rolaram shows do Vanguart, Mallu Magalhães e Bloc Party.

Na tenda dos DJs, apenas demos uma passadinha rápida pra conferir o que estava rolando [ou não], mas com certeza não foi tempo suficiente pra ter alguma opinião formada sobre o que estava acontecendo, então por isso vamos nos ater apenas aos shows que vimos e comentá-los por ordem cronológica (e NÃO de preferência). Mas antes de falar dos shows é valido dar uma breve pincelada em todo ambiente do festival.

Primeiro Mundo

Fábrica desativada garante diversão e conforto - foto by Robs

Fábrica desativada garante diversão e conforto - foto by Robs

A tal “Villa dos Galpões” é uma fábrica desativada na avenida Nações Unidas e muito bem aproveitada pela organização do Planeta Terra. A estrutura foi mantida sem retoques ou reformas, acreditamos que exatamente para dar um certo ar “underground”.

Durante os intervalos dos shows ou no “caminho” de um palco para outro, o público podia conferir alguns galpões com outras atividades, como o Espaço Sonora, onde rolava sons da radio on line do site Terra; um mini Mercado Mundo Mix com alguns stands de roupas e acessórios à venda; o espaço Recicleiros, e o espaço destinado a navegar na Internet com alguns laptops disponíveis para o público.

Além deles alguns galpões eram especialmente reservados para os bares, caixas, guarda-volumes e banheiros. Estes aliás surpreendentemente limpos e perfumados, ao menos o quanto isso é possível quando se trata de um festival de rock. Folhas de eucalipto (ou pinho, não sabemos ao certo) forravam todo chão do local reservado para as cazinhas azuis e “tias da limpeza” verificavam constantemente o estado do banheiro químico, inclusive renovando papel higiênico.

O ponto baixo foi a praça de alimentação que além de ter poucas opções práticas, só aceitavam pagamento em dinheiro (ao menos até metade do evento quando alguns stands providenciaram uma maquininha de débito). A falta de um caixa eletrônico era gigante, afinal já que o festival dispunha de vários seguranças e até mesmo um espaço com computadores, não seria nenhum absurdo ter um espaço reservado com um caixa 24 horas. Mas é o único porém.

No geral o festival é daqueles possíveis de considerar de “primeiro mundo”, afinal o cuidado era tanto que na entrada houve a distribuição de mapas e horários dos shows e até mesmo um inusitado porta bitucas de cigarro no formato de um grande tubo de ensaio.

Agora sim vamos falar de música!

Brothers of Brazil

Um das coisas mais inusitadas já vistas!! Uma mistura maluca e infindável de coisas ao som do violão tocado pelo João e da bateria tocada pelo Supla, em conjunto com vocais dos dois em todas as musicas. Canções tão distintas que vão de “Garota de Ipanema” até um cover dos Ramones fazem parte do repertorio da dupla.

Famila Suplicy tem criatividade e elegância

Famíla Suplicy tem criatividade e elegância

Porém é indiscutível dizer que o o que mais chama a atenção é sem duvida o visual deles. João estava todo de branco: paletó, camisa e calça, além de um sapato bicolor e um topete quase rockabilly. Já Supla estava com uma calça rosa com detalhes de tecido de oncinha, camisa branca e seu tradicional cabelo espetado.

É inevitável não lembrar do antigo slogan de uma marca de cigarros ao vê-los “Cada um na sua mas com alguma coisa em comum”. Vale a pena pra tirar a curiosidade do trabalho da dupla, mas o Supla-Papito solo ainda é preferível.

Jesus and Mary Chain

Apesar de conhecermos algumas músicas da banda, nunca tínhamos visto nada ao vivo, então a curiosidade era grande em relação ao show liderada pelos irmãos Reid.

Musicalmente eles mandam muito bem, a “cozinha” baixo-bateria sempre é uma das coisas que eu (Rapha) mais presto atenção nos shows, e a cozinha do Jesus manda muito bem. A banda toda deu conta do recado musicalmente falando, mas domínio de público e palco definitivamente não é o forte deles que apresentaram um show pra lá de introspectivo.

No set list os destaques ficam por conta de canções como “Just Like Honey” [que foi usada na cena final de "Lost in Translation"], “Happy When It Rains”, “Reverence” [que estava na trilha do filme Pet Semetary II de 1992.] e a inédita “Kennedy Song”.

The Offspring

Dexter e seu novo visual

Dexter e seu novo visual tiozão teen

Logo que terminou o show do Jesus and Mary Chain, nem saímos da pista do “Main Stage” pois em menos de 30 minutos começaria um dos, se não o show responsável por termos garantido o ingresso para o festival.

O Offspring entrou no palco mandando uma musica do seu mais recente cd, “Stuff is Messed Up” de Rise And Fall, Rage And Grace [2008]. O público estourou entre rodas de bate cabeça e pulos empolgados desde aí; como presente a banda emendou logo na seqüência um set list que se tornou quase uma coletânea ao vivo da banda recheada de hits como:  “All I Want”, “Come Out And Play”, “Hit That”, “Why Don´t You Get a Job”, “Pretty Fly (For a White Guy)”, “Kids Aren’t Alright” e “Gone Away”.

Dexter Holland detonava com vocais tão perfeitos que até assustava qualquer fã de “punk” que com certeza não espera uma performance tão redondinha de uma banda do gênero. A idade avançada, os nítidos quilinhos a mais e o novo visual cabelo escovado também não foram capazes de atrapalhar sua performance no palco, sempre empolgada e de total entrega.

Já o guitarrista Kevin Noodles estava ligado no 200 volts, não parava um segundo agitando muito o show todo. Em dado momento, trajando a camisa da seleção brasileira de futebol com o numero 9 nas costas, ainda brincou com a “pequena” barriga do nosso fenômeno Ronaldo [o bola].

Além do ritmo plugado já conhecido, o Offspring entrou na onda acústica e também arriscou um set mais calmo com uma versão quase “sing along” de “Why don’t you get a job?”.

A banda foi uma das poucas que ainda voltou pro bis (após incontáveis pedidos do público) com mais três musicas, entre elas “Want You Bad” que antes de rolar o show era nossa principal pedida. Quando ela tocou sabíamos que não importava o que ainda faltava pra ver no festival, mas com certeza o show do Offspring acabava de ser coroado como melhor show do Planeta Terra!

The Breeders

Mal acabou o show do Offspring e saímos do palco principal e nos dirigimos ao palco Indie pra ver o show da lendária banda americana The Breeders que tem como fundadoras as irmãs gêmeas Kelley e Kim Deal (a última conhecida como baixista do Pixies, banda considerada uma das mais importantes do rock alternativo do final dos anos 80 e inicio dos anos 90).

O show foi todo feito com muita energia, competência e carisma da banda toda, e o público correspondia enlouquecidamente cantando todas as musicas tocadas. Sabe o que comentamos sobre a falta de interação entre banda-público no show do Jesus and Mary Chain? Aqui até sobrou.

As irmãs Deal esbanjam simpatia e carisma

As irmãs Deal esbanjam simpatia e carisma

O ponto alto do show foi sem duvida o megahit “Cannonball” quando todos na pista cantavam, dançavam e sem exagero nenhum alguns fã ate faziam performances durante a musica. Além dela canções como “Divine Hammer”, “Saints”, “No Aloha” e até mesmo o cover dos Beatles com “Hapiness is a warm gun” garantiram a felicidade do público que lotava o galpão reservado para o palco Indie.

Foram 1 hora e 15 minutos de show que certamente entraram pra história do festival e pra história pessoal de cada um que pode assistir à apresentação.

Vale dizer que na mesma hora rolava o show do Bloc Party no Main Stage. Fato que só ajudou ao show do Breeders ficar ainda mais especial, afinal só estava ali quem realmente gostava do trabalho da banda.

Kaiser Chiefs

Sem ofender aos fãs do Kaiser, sempre fizemos confusão entre o Kaiser Chiefs e o Artic Monkeys (e em algumas vezes com o Killers, o Franz Ferdinand e toda essa leva de bandas que surgiram juntas com musiquinhas pulantes), então fomos ao festival esperando ouvir músicas que no fim descobrimos não serem deles, ao menos não todas.

Empolgação de cueca vermelha

Empolgação de cueca vermelha

Deles mesmo só restaram quatro: “Everyday I Love You Less And Less”, “Ruby”, “Angry Mob” e “I Predict a Riot”, todas impecavelmente executadas e com o vocalista Ricky Wilson monstrando-se um baita show-man cantando, pulando feito um louco, mergulhando na platéia (com a proteção da grade e a “sutil” mão do segurança no cós de sua calça) e até mesmo arriscando algumas palavras em português. Uma verdadeira animação e alegria durante todo o show.

Foi a banda que mais nos surpreendeu positivamente, pois não esperávamos nada e ali na hora presenciamos um show cheio de energia e uma baita interação banda-público-banda. Sem dúvida nenhuma um belo encerramento de um respeitável festival.

Ano que vem mesmo sem banda de grande interesse é pra lá que vamos! ;-)

Vídeos oficiais: http://terratv.terra.com.br/planetaterra2008/templates/ol_morevideos.aspx#

Todas fotos do post são do portal Terra

 

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Jun    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Categorias