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Por Jaqueline Santana

Intercâmbio Brasil-Cuba. Foi com esse propósito que saí de casa tempos atrás com um amigo para assistir ao show de Marina de la Riva. Com apenas duas músicas da cantora em meu repertório: “Ta-hi! (Pra Você Gostar de Mim)” – regravação do clássico de Carmem Miranda – e “Ojos Malignos” (com participação especial de Chico Buarque), segui em direção ao SESC Ipiranga sem saber bem o que esperar.

Convidada para participar do projeto Auditório MPB, comandado pela jornalista Roseli Tardelli, Marina seria entrevistada e, em seguida, teria o palco livre para seu principal papel na noite: o de cantora.

Durante a entrevista, as surpresas comuns de quando se assiste a algo tão de perto. É bom ver alguém se revelar diante de nós.  Pai cubano, mãe brasileira, advogada. Marina foi transparecendo diante de quase 200 pessoas. As histórias, os detalhes, as influências, as recordações, a bagagem, as memórias, os trejeitos, a expressão, tudo. Tudo a revelava.

Marina de la Riva

Foto: Divulgação

O primeiro e único álbum da carreira lhe rendeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), na categoria revelação feminina, e uma indicação ao prêmio Tim de Música.

Marina já participou de shows com a Orquestra Imperial, Andreas Kisser, Davi Moraes, Michael Franti (no Festival Power to the Peaceful), Nina Becker, Flávio Venturini (show “Conexão Latina”) e com Clara Moreno e Maria Rita (no Baile de Gala da Vogue, em 2008).

Casa cheia, talento a prova. Muda o figurino, apagam-se as luzes. Agora ela é outra. É Marina-cantora. Intensa. Vestido longo em preto e branco. Flor no cabelo. Luz vermelha. Músicos a postos. Entrega, ligação.

O set list passa por músicas em espanhol e em português (maioria em espanhol, claro). Samba, com ”Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho. Forró, com “Adeus, Maria Fulo”, de Humberto Teixeira e Sivuca, onde misturou um trecho em espanhol de “La Mulata Chancletera” e convida todo mundo a dançar. E “Drume Negrita”, uma canção de ninar cubana que interpretou para o filho sentado na primeira fila da platéia.

Com uma banda formada por músicos brasileiros e cubanos, ela explica entre uma música e outra o porquê de cada um estar ali. A importância, o significado, o conjunto da obra.

“Juramento” ficou impressa na memória. Letra e música. Algumas músicas marcam desde a primeira audição. Seria capaz de dizer que essa é uma delas. “Tin Tin Deo” e “Te Amaré y Después” são dois opostos que traduzem as faces da cantora.

Ver Marina faz o ar ficar diferente. Poucos são os shows que conseguem modificar o clima do ambiente. Marina nos apresenta Cuba, canção a canção. Somos o público, ela, a banda e um cabaré cubano, distantes de tudo.

E se valeu arriscar uma noite de terça-feira por curiosidade?
Em uma palavra:
Surpreendente!

Marina de la Riva:
www.marinadelariva.com.br
www.myspace.com/marinadelariva
http://tinyurl.com/lastfmmarinadelariva

Por Regiane

Primeiro post do ano e cá estou para falar do “Amigo 6creto” onde participaram as 12 mãos desse blog, no último dia 27, o qual rendeu presentes que com certeza darão continuidade a esse post mais adiante. O lema do ‘evento’ foi “gaste pouco e incentive a cultura do próximo”!
 Quem me tirou foi o Rapha e pra minha surpresa ganhei 2 presentes (ou seriam 3), um deles, 2em1 heeheh. Vamos a eles:

Stigmata

Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em "Stigmata"
Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em “Stigmata”

Suspense da melhor qualidade. No início achei que seria sequência do ‘O Exorcista”, mas, com o desenrolar do roteiro, vi q esse filme é dono de um conteúdo mais profundo, com questões mais complexas que não se resume ’somente’ a um ‘espírito obssessor’.

São 2 versões, a original e a do diretor (essa ainda não consegui ver, mas, em breve conseguirei), assisti a versão original.

O filme conta com a atuação da Patricia Arquette (da minissérie Medium pelo canal Sony), o que pra mim já ganha pontos, gosto muito do trabalho dela. O roteiro é bem executado até certo ponto, já que alguns ‘errinhos’ são inevitáveis, normal em filmes que tratam de fatos concretos (até a página 2), datas, geografia, antiguidades (sem trema, que ridículo) entre outros ítens.

Vou me apegar ao conteúdo do filme em si, pq foi o que me chamou atenção e surpreendeu, achei se tratar de um filme não tão polêmico, reflexivo, nem que envolvesse questões psicológicas. Como disse há algumas linhas acima, no ínício, cheguei a comparar com ‘O Exorcista’, comparação patética e errônea, confesso!

A história mostra, num humilde resumo que esssa que vos escreve vai tentar fazer,  um padre/cientista, que investiga ‘milagres’ tipo, aparições de imagens, santas que choram, essas coisas. Pois é, tudo dentro dos padrões, se não fosse um caso extremamente diferente aos olhos do que a Igreja Católica estava acostumada a lidar. Uma jovem de NY (a Patricia), que leva uma vida, digamos, mundana, passa a ter que conviver com stigmas de Cristo (isso segundo dizem, só acontece com pessoas extremamente religiosas), após ganhar um rosário, de sua mãe, pertencente a um padre, do sudeste do Brasil (achei nosso país, como sempre, bem mal ‘representado’ nesse filme, pensei se tratar da Colômbia, não desmerecendo esse país, claro, até citarem no nome Brasil, um verdadeiro pecado), que faleceu sob misterioso fato da santa de sua Igreja jorrar sangue verdadeiro dos olhos na hora de sua morte. 

Cenas fortes, mas, não é só isso… O filme traz muitos questionamentos e diga-se de passagem, de muito mais importância do que as pessoas em geral costumar dar a esses assuntos.

A dúvida de um padre/cientista, a escolha pela castidade, a igreja católica com suas regras e normas, fé, milagre, ego, poder e uma conversa muito íntima consigo sobre quais são suas convicções, religiosas ou não, quem é o seu Deus, onde vc realmente encontra ele livre de qq tipo de exploração seja de poder, interesse, status e dinheiro é o que esse filme traz pra quem assiste.

Polêmicas que me deixariam anos aqui filosofando sobre, com infinitos questionamentos, que na verdade não se resumiriam somente ao catolicismo, mas, no significado de ‘Deus’ num modo geral, mas, que eu deixo pra cada um refletir em suas casas, quando forem ver ao filme.

Recomendadíssimo!!!

Título Original: Stigmata
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Site Oficial: www.mgm.com/stigmata

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Biquini Cavadão (CD e DVD 2em1)

Pra falar verdade, o DVD eu já tinha, nem por isso esse presente foi menos desejado, já q o CD pra mim era novidade.

O reino do Biquini
O reino do Biquini

Um dos melhores discos do Biquini na minha opinião, tenho no meu MP3 há séculos e nem penso em deletar ele. Sabe daqueles que sempre quando vc ouve, parece a primeira vez, amor a primera ouvida? Sabe quando vc tem vontade de sair pulando e dançando sem critérios? É assim!!!

Destaco as clássicas: a fodástica ‘Impossível’, a lindíssima ‘Timidez’, ‘Tédio’, ‘Zé Ninguém’ e a ‘Chove Chuva‘, sempre presentes em todos os shows do Biquini e que nesse Ao Vivo aparecem com uma ‘pegada’ muito boa!
As mais (ou nem tanto) ‘recentes’ como ‘Janaína’, ‘Quanto tempo demora um mês’, ‘Quando eu te encontrar’, mais calmas e tão lindas quanto.
E a regravação da canção do Nenhum de Nós, ‘Camila Camila’, que ganhou uma releitura bem Biquini de ser, ótima!

O DVD, é a animação do CD em imagens! Fortaleza realmente não poderia ter sido trocada por qq outra cidade pra esse DVD ser gravado! Sintonia perfeita do público e da banda!

Uma banda que tem todo o meu respeito pela trajetória q construiu, o Bruno, sempre tão querido (pessoalmente falando tb), letras que muito têm a passar pra quem escuta, um trabalho honesto e maravilhoso.

Site Oficial: www.biquinicavadao.com.br

Adoreiii tudo e assim eu termino, aqui, dizendo ‘olá’  pra 2009 com muita cultura e arte pra todo mundo, coisa que nesse país o acesso e ainda difícil!

 

por Raphael Prado e Roberta Lopes

No último sábado (8/11) aconteceu a 3ª edição do Planeta Terra festival, na Villa dos Galpões, zona sul de São Paulo. O evento teve aproximadamente 12 horas de duração e 15 mil pessoas passeando pelas diversas atrações didividas majoritariamente em 2 palcos [o main e o indie] e uma tenda de DJs.

Verdade que boa parte das atrações que estavam escaladas pro palco indie nunca tínhamos ouvido falar, talvez pela gigantesca explosão de bandas que carregam esse “rótulo” de indie-rock, talvez pela falta de interesse mesmo. Tanto que dali a motivação era realmente por um show, o Breeders e também havia uma certa curiosidade pra ver a inusitada dupla Brothers Of Brazil composta pelos irmãos Supla e João Suplicy.

Já no “Main Stage” rolou os shows que estávamos mais interessado em ver, e acreditamos que os principais responsáveis pela grande procura de ingressos para o festival (cerca de 15 dias antes estavam completamente esgotados): The Offspring, Kaiser Chiefs e Jesus And Mary Chain. Além deles nesse palco ainda rolaram shows do Vanguart, Mallu Magalhães e Bloc Party.

Na tenda dos DJs, apenas demos uma passadinha rápida pra conferir o que estava rolando [ou não], mas com certeza não foi tempo suficiente pra ter alguma opinião formada sobre o que estava acontecendo, então por isso vamos nos ater apenas aos shows que vimos e comentá-los por ordem cronológica (e NÃO de preferência). Mas antes de falar dos shows é valido dar uma breve pincelada em todo ambiente do festival.

Primeiro Mundo

Fábrica desativada garante diversão e conforto - foto by Robs

Fábrica desativada garante diversão e conforto - foto by Robs

A tal “Villa dos Galpões” é uma fábrica desativada na avenida Nações Unidas e muito bem aproveitada pela organização do Planeta Terra. A estrutura foi mantida sem retoques ou reformas, acreditamos que exatamente para dar um certo ar “underground”.

Durante os intervalos dos shows ou no “caminho” de um palco para outro, o público podia conferir alguns galpões com outras atividades, como o Espaço Sonora, onde rolava sons da radio on line do site Terra; um mini Mercado Mundo Mix com alguns stands de roupas e acessórios à venda; o espaço Recicleiros, e o espaço destinado a navegar na Internet com alguns laptops disponíveis para o público.

Além deles alguns galpões eram especialmente reservados para os bares, caixas, guarda-volumes e banheiros. Estes aliás surpreendentemente limpos e perfumados, ao menos o quanto isso é possível quando se trata de um festival de rock. Folhas de eucalipto (ou pinho, não sabemos ao certo) forravam todo chão do local reservado para as cazinhas azuis e “tias da limpeza” verificavam constantemente o estado do banheiro químico, inclusive renovando papel higiênico.

O ponto baixo foi a praça de alimentação que além de ter poucas opções práticas, só aceitavam pagamento em dinheiro (ao menos até metade do evento quando alguns stands providenciaram uma maquininha de débito). A falta de um caixa eletrônico era gigante, afinal já que o festival dispunha de vários seguranças e até mesmo um espaço com computadores, não seria nenhum absurdo ter um espaço reservado com um caixa 24 horas. Mas é o único porém.

No geral o festival é daqueles possíveis de considerar de “primeiro mundo”, afinal o cuidado era tanto que na entrada houve a distribuição de mapas e horários dos shows e até mesmo um inusitado porta bitucas de cigarro no formato de um grande tubo de ensaio.

Agora sim vamos falar de música!

Brothers of Brazil

Um das coisas mais inusitadas já vistas!! Uma mistura maluca e infindável de coisas ao som do violão tocado pelo João e da bateria tocada pelo Supla, em conjunto com vocais dos dois em todas as musicas. Canções tão distintas que vão de “Garota de Ipanema” até um cover dos Ramones fazem parte do repertorio da dupla.

Famila Suplicy tem criatividade e elegância

Famíla Suplicy tem criatividade e elegância

Porém é indiscutível dizer que o o que mais chama a atenção é sem duvida o visual deles. João estava todo de branco: paletó, camisa e calça, além de um sapato bicolor e um topete quase rockabilly. Já Supla estava com uma calça rosa com detalhes de tecido de oncinha, camisa branca e seu tradicional cabelo espetado.

É inevitável não lembrar do antigo slogan de uma marca de cigarros ao vê-los “Cada um na sua mas com alguma coisa em comum”. Vale a pena pra tirar a curiosidade do trabalho da dupla, mas o Supla-Papito solo ainda é preferível.

Jesus and Mary Chain

Apesar de conhecermos algumas músicas da banda, nunca tínhamos visto nada ao vivo, então a curiosidade era grande em relação ao show liderada pelos irmãos Reid.

Musicalmente eles mandam muito bem, a “cozinha” baixo-bateria sempre é uma das coisas que eu (Rapha) mais presto atenção nos shows, e a cozinha do Jesus manda muito bem. A banda toda deu conta do recado musicalmente falando, mas domínio de público e palco definitivamente não é o forte deles que apresentaram um show pra lá de introspectivo.

No set list os destaques ficam por conta de canções como “Just Like Honey” [que foi usada na cena final de "Lost in Translation"], “Happy When It Rains”, “Reverence” [que estava na trilha do filme Pet Semetary II de 1992.] e a inédita “Kennedy Song”.

The Offspring

Dexter e seu novo visual

Dexter e seu novo visual tiozão teen

Logo que terminou o show do Jesus and Mary Chain, nem saímos da pista do “Main Stage” pois em menos de 30 minutos começaria um dos, se não o show responsável por termos garantido o ingresso para o festival.

O Offspring entrou no palco mandando uma musica do seu mais recente cd, “Stuff is Messed Up” de Rise And Fall, Rage And Grace [2008]. O público estourou entre rodas de bate cabeça e pulos empolgados desde aí; como presente a banda emendou logo na seqüência um set list que se tornou quase uma coletânea ao vivo da banda recheada de hits como:  “All I Want”, “Come Out And Play”, “Hit That”, “Why Don´t You Get a Job”, “Pretty Fly (For a White Guy)”, “Kids Aren’t Alright” e “Gone Away”.

Dexter Holland detonava com vocais tão perfeitos que até assustava qualquer fã de “punk” que com certeza não espera uma performance tão redondinha de uma banda do gênero. A idade avançada, os nítidos quilinhos a mais e o novo visual cabelo escovado também não foram capazes de atrapalhar sua performance no palco, sempre empolgada e de total entrega.

Já o guitarrista Kevin Noodles estava ligado no 200 volts, não parava um segundo agitando muito o show todo. Em dado momento, trajando a camisa da seleção brasileira de futebol com o numero 9 nas costas, ainda brincou com a “pequena” barriga do nosso fenômeno Ronaldo [o bola].

Além do ritmo plugado já conhecido, o Offspring entrou na onda acústica e também arriscou um set mais calmo com uma versão quase “sing along” de “Why don’t you get a job?”.

A banda foi uma das poucas que ainda voltou pro bis (após incontáveis pedidos do público) com mais três musicas, entre elas “Want You Bad” que antes de rolar o show era nossa principal pedida. Quando ela tocou sabíamos que não importava o que ainda faltava pra ver no festival, mas com certeza o show do Offspring acabava de ser coroado como melhor show do Planeta Terra!

The Breeders

Mal acabou o show do Offspring e saímos do palco principal e nos dirigimos ao palco Indie pra ver o show da lendária banda americana The Breeders que tem como fundadoras as irmãs gêmeas Kelley e Kim Deal (a última conhecida como baixista do Pixies, banda considerada uma das mais importantes do rock alternativo do final dos anos 80 e inicio dos anos 90).

O show foi todo feito com muita energia, competência e carisma da banda toda, e o público correspondia enlouquecidamente cantando todas as musicas tocadas. Sabe o que comentamos sobre a falta de interação entre banda-público no show do Jesus and Mary Chain? Aqui até sobrou.

As irmãs Deal esbanjam simpatia e carisma

As irmãs Deal esbanjam simpatia e carisma

O ponto alto do show foi sem duvida o megahit “Cannonball” quando todos na pista cantavam, dançavam e sem exagero nenhum alguns fã ate faziam performances durante a musica. Além dela canções como “Divine Hammer”, “Saints”, “No Aloha” e até mesmo o cover dos Beatles com “Hapiness is a warm gun” garantiram a felicidade do público que lotava o galpão reservado para o palco Indie.

Foram 1 hora e 15 minutos de show que certamente entraram pra história do festival e pra história pessoal de cada um que pode assistir à apresentação.

Vale dizer que na mesma hora rolava o show do Bloc Party no Main Stage. Fato que só ajudou ao show do Breeders ficar ainda mais especial, afinal só estava ali quem realmente gostava do trabalho da banda.

Kaiser Chiefs

Sem ofender aos fãs do Kaiser, sempre fizemos confusão entre o Kaiser Chiefs e o Artic Monkeys (e em algumas vezes com o Killers, o Franz Ferdinand e toda essa leva de bandas que surgiram juntas com musiquinhas pulantes), então fomos ao festival esperando ouvir músicas que no fim descobrimos não serem deles, ao menos não todas.

Empolgação de cueca vermelha

Empolgação de cueca vermelha

Deles mesmo só restaram quatro: “Everyday I Love You Less And Less”, “Ruby”, “Angry Mob” e “I Predict a Riot”, todas impecavelmente executadas e com o vocalista Ricky Wilson monstrando-se um baita show-man cantando, pulando feito um louco, mergulhando na platéia (com a proteção da grade e a “sutil” mão do segurança no cós de sua calça) e até mesmo arriscando algumas palavras em português. Uma verdadeira animação e alegria durante todo o show.

Foi a banda que mais nos surpreendeu positivamente, pois não esperávamos nada e ali na hora presenciamos um show cheio de energia e uma baita interação banda-público-banda. Sem dúvida nenhuma um belo encerramento de um respeitável festival.

Ano que vem mesmo sem banda de grande interesse é pra lá que vamos! ;-)

Vídeos oficiais: http://terratv.terra.com.br/planetaterra2008/templates/ol_morevideos.aspx#

Todas fotos do post são do portal Terra

Por Fábio Vanzo

skank-081108-008

Citibank Hall (São Paulo), 8/11/2008

Após eu reclamar deles num dos meus blogs pessoais, e, inclusive, enviá-los essa reclamação, que eu sabia não ser só minha, mas dos poucos fãs de verdade do Skank (eles são uma banda com muito público, mas de alta rotatividade – o pessoal os vê como uma banda de balada), parece que eles finalmente tomaram jeito e resolveram fazer um show mais corajoso. Apesar de eu não ter gostado do Estandarte, como disse aqui e aqui, e de as músicas não funcionarem melhor ao vivo do que no disco, o setlist foi surpreendente, com a primeira metade inteiramente dedicada a músicas novas e semi-hits (como Mil Acasos, por exemplo – que não deve ter dado certo porque se declarar ateu no Brasil ainda é um problema), deixando o público visivelmente morno. Mas o que importava é que a banda parecia satisfeita, e todos tocavam bem afiados. Só na segunda metade é que o Skank deu ao público o que ele queria: uma enxurrada de hits. Mesmo assim, a maioria foi da segunda fase da banda, do Maquinarama para frente, o que é um bom sinal. No mais, empolgação, profissionalismo e absoluto domínio do palco e do público destes que são os legítimos herdeiros de Lulu Santos no trono do Pop Perfeito.

Sobe
setlist novo
– interatividade: escolha do bis por SMS e lojinha da banda
– cenário belíssimo (só perde para o do Cosmotron)
Ali e Helter Skelter no bis
– Doca Rolim, o guitarrista contratado, tocando cada vez melhor

Desce
– o disco novo não melhorou ao vivo
– vinhetas instrumentais desconectadas das músicas
– a mesma vinheta inicial do Sergio Morricone (idéia copiada do Metallica) tempos
– presenças dispensáveis de Chuck Hipólito e Negra Li (esta, além de tudo, previsível)
– repetir o single (Ainda Gosto Dela) no bis, coisa ridícula

por Roberta Lopes

Uma livre adaptação do desfecho de todo episódio do desenho infantil homônimo. Melhor frase pra resumir como foi a noite do último domingo no Inferno Club. O show das “The Donnas”, atração principal da noite, foi tão bom que conseguiu transpor todas as irritações causadas pela má organização da casa. E olha que foram muitas!

Depois de mais de uma hora e meia de atraso para abertura das portas e mais uma meia hora de discotecagem no mínimo (pelo menos era só de música boa) os fãs das The Donnas ainda tiveram que assistir a não uma, mas sim duas bandas de abertura.

Nunca fui nem um pouco fã de ter que aturar uma banda lá em cima do palco se esforçando pra conquistar o público que definitivamente não está lá pra vê-la. Enquanto eles ocupam o lugar da banda principal eu me divido em partes em que fico com dó e em outras que quero subir no palco e esganar os músicos com minhas próprias mãos.
 
Tá, meu lado racional sabe que essa é a forma que muitas bandas têm pra conquistar um lugar na cena musical. Mas já que é pra fazer, faz direito sabe como é? Definitivamente não estou falando das bandas em si, mas da organização do evento. Afinal depois de tanto atraso, ouvir cerca de meia hora de show de Condessa Safira e HellSakura (cada uma) definitivamente não estava nos meus planos.

O bom (pra casa) é que a maioria do público parecia deslumbrado em ter saído pela primeira vez de casa sem os pais e mais ainda com a idéia de voltar pra casa depois das 22h, então tudo que estivesse ali era lucro pra eles. Outro dos pontos baixos da noite está aí: a censura era de apenas 14 anos.

Mas também não era muito difícil encontrar umas caras insatisfeitas e entediadas no meio da multidão (ou ao menos da multidão necessária pra encher o Inferno). No meu caso eu só pensava em como meus pés e minhas costas doíam e como eu ía fazer pra trabalhar decentemente no dia seguinte.

Condessa Safira e HellSakura - Diversão e tortura na espera

Condessa Safira e HellSakura - Diversão e tortura na espera

Condessa Safira

A primeira banda até que não foi difícil de aguentar. Na verdade se não estivesse nas condições já ditas até teria gostado do som deles. Um rock com ares de pop despretensioso que com certeza é capaz de garantir algumas horinhas de diversão.

E além das músicas próprias daquelas fáceis de decorar, ainda fizeram um cover de Skid Row com uma versão bem rápida da baladinha “I’ll remember you”. Nessas horas assumo que eu já estava totalmente consquistada e se não fosse o cansaço teria até entoado o corinho dos fãs que a cada fim de canção gritavam “Condessa” naquele ritmo cadenciado típico de todo show.

Se acabasse aí eu juro que esse post seria só elogios, mesmo com o atraso, mas aí depois de mais uns 20 minutos de discotecagem e troca de instrumentos no palco tive que aturar a…

HellSakura

Olha, posso estar sendo totalmente injusta em dizer isso. Mas ninguém merece aquela banda; eu pelo menos tenho certeza que não joguei pedras na cruz suficiente pra merecer.

A líder é a Cherry, conhecida do rock independente, já fez parte do Okotô e da banda punk Hats. É, se é estilo que procuram ela é a mina (será?). Mas eu não consigo gostar de uma mulher que canta como o vocalista do Sepultura e conversa com o público entre as músicas como a “Xuxa só para baixinhos”.

E se eu disser que ela ainda anunciou uma música chamada “Meu nick não para e o seu também não?” Pois é. Ainda é necessário dizer que ela teve a coragem de apresentar a guitarra???

As donas da noite

Depois de tanta tortura, confesso que desânimo era meu nome e irritação meu sobrenome. Não conseguia me conformar que uma noite que eu esperava há cerca de 10 anos tinha se transformado naquele verdadeiro show de horrores.

Os malditos shows de abertura tinham acabado e a movimentação dos “roadies to go” das The Donnas pareciam nunca acabar. Já se aproximava das 22h e tudo que eu conseguia pensar era que o show estava 2 horas atrasado e que a casa tinha uma balada marcada às 23h.

Mas de repente a discotecagem terminou. As luzes se apagaram. O gelo seco me cegou. E finalmente estava acontecendo: a espera tinha acabado.

Brett e Maya

Brett (vocal) e Maya (baixo)

Junto com a sirene do ínicio do último álbum da banda (Bitchin-2007), Torry, Allison, Maya e Brett subiram no palco e iniciaram um show de lavar a alma com a música título seguida de “Don’t wait up for me”, o novo single, lançado durante a turnê da banda aqui no Brasil.

Músicas dos 11 anos de carreira foram tocadas naquela pequena 1 hora de show (lembram-se que eu falei da balada marcada para as 23h né?) com tanto fervor e tanta felicidade que tudo pareceu um verdadeiro videoclipe em velocidade aumentada.

Sucessos esperados e surpresas nunca imaginadas agitaram o público que cantava em uníssono cada palavra dita pela Brett. “Better off Dancing”, “Smoke you out”, “Takes one to know one”, “Smoking Cheeba”, “Who Invited You” e a preferida “Didn’t like you anyway” foram algumas das canções que tive o prazer de ver ao vivo e maior prazer ainda de constatar que elas são tão boas quanto nos álbuns.

Assumindo o preconceito nada feminista, nunca fui muito fã de mulheres na música. Sempre as achei muito preocupadas em ser bonitinhas e pouco empenhadas em mostrar que sabem cantar ou tocar. “As Donnas” mostraram ali naquele “pocket” que mulher sabe sim fazer rock, é só querer e gostar do que faz.

Impossível não destacar o jeito que a Torry toca, a pequena é toda delicada, loirinha, bonitinha e baixinha mas desce os braços na bateria com muito mais vontade e conhecimento de causa do que muito marmanjo por aí. Allison, a guitarrista, é mais introspectiva, toca quase o tempo todo com os cabelos no rosto e parece mergulhada em um mundo só seu, mas tão próxima das amigas de banda que casa os riffs perfeitamente com as levadas de baixo de Maya, a “patinho feio” da banda; que me desculpem os fãs mas ela pra mim parece fora de sintonia de todo o resto, apesar de competente no que faz. Brett, a vocalista, a líder, garantiu todos os sorrisos para e da platéia, arriscou um português básico de “obrigadas” e “amamos São Paulo” e soltou a voz totalmente segura de seu papel.

Allison e Torry - Donnas R e C

Allison e Torry - Donnas R e C

O show terminou com a música responsável por você conhecer as meninas de quem estou falando, se é que conhece: “Take it off”. A única música veiculada nas rádios aqui no Brasil, a única que me lembro também de ter ganhado um clipe, aquela que quando as pessoas ouvem dizem “ahhh essa é a banda que você tanto gosta?”

Claro que fechou com chave de ouro. Mas se você aí é um dos que só conhecem essa música, faça um favor a si mesmo e vá em busca das outras músicas das “The Donnas”. Você só tem a ganhar, afinal não é qualquer banda que faz tantos contratempos serem apagados com um show de apenas uma hora de duração.

Site oficial: http://www.thedonnas.com/

por Roberta Lopes

Já estava decidido há algum tempo, nesta noite de sábado eu finalmente iria conhecer o Kazebre. Nunca tíve motivo bastante pra praticamente cruzar a cidade e encarar o fim do fim, do fim da avenida Aricanduva, mas ontem era inevitável. Finalmente o Biquini Cavadão tinha um show marcado em SP, e era lá.

Pra deixar claro o lugar é uma casa de shows (especialmente shows de rock) famosa aqui em São Paulo. O problema é que fica localizada literalmente no meio do nada, e isso pra quem depende de transporte público, mora em São Bernardo e é um tanto medrosa, é um baita impecilho. Ou pelo menos era, até o último sábado. Afinal a casa é sensacional, uma estrutura pra lá de atraente e dona do melhor sistema de som que já escutei. Deixa no chinelo casas renomadas como Credicard e Citybank Hall por exemplo.

Assim que o show foi anunciado, eu e mais dois integrantes deste blog (o Rapha e a Regiane) garantimos os nossos ingressos. Foi especialmente mágico ver o vendedor da Consulado do Rock tirar o lacre do pacotinho e entregar os nossos convites do “Piquini Cavadão” (sim, está grafado errado no ingresso).

A noite, no entanto começou bem já na banda de abertura com…

O metal dos “Radioativos”

Uma banda de Bragança Paulista que manda muito bem em sons que passam por diversas vertentes do metal.

Com covers de System of a Down, Rage Against the Machine, Raimundos, Metallica, Slipknot, Link Park e Pantera, entre outros, eles consquistaram facilmente a platéia que esperava pela atração principal da noite.

Difícil, ou até mesmo impossível seria destacar um integrante. Sabe quando simplesmente não dá para dizer que o destaque está centralizado no baterista ou no vocalista por exemplo? Com a Radioativos a coisa é bem separada. Cada um se mostra muito competente no que faz. O vocalista Michael, além de ter uma voz muito bem preparada ainda tem um verdadeiro controle do espaço do palco e uma troca de energia com a platéia que garante um show de total sintonia entre público e banda.

Revolucionários - New Metal de Bragança Paulista

Radioativos - New Metal de Bragança Paulista

As músicas próprias apresentadas não deixam por menos. Com influências nítidas dos covers tocados, as canções autorais não deixam o peso nem o clima do show cair, mesmo ainda desconhecidas da maior parte do público. Em um inglês perfeito, a banda segue o vocalista (ou seria o contrário) com riffs de guitarra cuidadosamente desenvolvidos, levadas de baixo pesadas e uma bateria que fecha com destreza o som redondinho.

Hoje, após uma breve pesquisa descobri que os amigos Marcelo (guitarra), Michael (voz), Adoanai (baixo) e Horror (bateria) estão juntos apenas desde maio deste ano nessa formação.  O que impressiona ainda mais tamanha integração entre os sons.

Pra conhecer a banda só acessar:
http://www.radioativos.com.br/
http://www.myspace.com/radioativos

Pouco depois era hora do tão esperado show, por volta das 2h20 o Biquini entrou no palco e nos deu duas horas de um espetáculo animado, cativante e extremamente competente!

O que vocês querem ouvir

Em dado momento do show Bruno Gouveia fez um discurso básico sobre o porquê de ficarem tanto tempo sem vir para São Paulo fazer um show. Algo como: “é difícil tocar fora do nosso estado quando não tocamos nas rádios, muita gente acha que o Biquini está de volta sem nunca termos parado e isso acontece em partes por culpa do público. Você tem que ligar na rádio e fazer eles tocarem o que vocês querem ouvir e não o que eles tem lá pago por jabá”. Não sei se acredito em uma solução assim tão fácil mas ali no palco do Kazebre, durante mais de 2 horas ouvi exatamente tudo o que queria.

A culpa de eu gostar tanto de Biquini hoje em dia é do Rapha, pra mim eles eram a banda dos hits “Chove Chuva”, “Zé Ninguém”, “Vento, ventania” e no máximo “Tédio”; até que fui apresentada a canções incríveis que representam muito mais do que algum barulho capaz de te divertir.

Na noite de sábado foram apresentadas músicas de “passado, presente e futuro” da banda. Os hits indispensáveis já citados, as canções “Em algum lugar no tempo” e a faixa título do mais recente álbum “Só quem sonha acordado vê o sol nascer” e também algumas versões de clássicos do rock 80 como “Exagerado” (Cazuza), “Índios” (Legião Urbana) e “Marvin”(Titãs) gravadas no DVD “80 – 2″ que deve ser lançado “para o Natal”, segundo Bruno Gouveia, vocalista da banda.

Biquini por Clayton Rock

Biquini por Clayton Rock

Nunca havia assistido a um show ao vivo deles, mas pelo que vi no DVD e ouvia os outros falarem fui pra frente daquele palco com uma expectativa gigantesca. E não é que ela ainda foi superada? A banda toda é muito boa, mas não dá pra deixar de dizer que no mínimo 80% do brilho da apresentação é “culpa” da animação e presença de palco do Bruno.

Em dado momento, como já é de praxe, durante a música “Mundo da Lua” um fã é chamado ao palco para cantar com a banda. E olha, a escolha parece ter sido feita a dedo. A integração do menino com o Biquini foi tão grande que confesso que até gera suspeitas de um ensaio anterior. Na hora foi criado um daqueles momentos de euforia tão grande que me sentia ali em cima também, dividindo com cada um presente na platéia a felicidade de finalmente participar de um show da banda.

É, digo participar e não assistir porque é assim que me senti ali. A banda conduz com tanta maestria o público que conseguiram fazer todo Kazebre, dar um passo pra trás, agachar no chão e explodir de uma só vez em um pulo perfeitamente sincronizado em uma das músicas finais. Isso tudo pouco depois de um mosh do vocalista no meio do público. Sim, ele é louco!

Biquini Showman Gouveia por Clayton

Biquini Showman Gouveia por Clayton Rock

Infelizmente não tenho uma memória muuuuito boa e não serei capaz de lembrar todo o set list, mas além das já citadas as baladas “Quando eu te encontrar”, “Quanto tempo demora um mês” e “Vou te levar comigo”; também tiveram seu lugar. “Tédio”, “Timidez”, “Dani”, “Impossível”, “Janaína” e “Carta aos missionários” também figuravam o papelzinho embaixo do pedestal.

No pós show ainda teve fotos e autógrafos e mais uma lição de como ser um ser humano especialíssimo. Já passava das 4h da madrugada e Bruno atendeu a uma fila de mais de 100 pessoas com um sorriso no rosto, conversas intermináveis e uma simpatia de invejar qualquer um.

Saí de lá com uma gigantesca sensação de felicidade, a certeza de que bandas oitentistas são um baita exemplo pra qualquer bandinha atual que tem tudo tão fácil que chegam no palco com atitude de “só estou aqui porque to enchendo o bolso de dinheiro” e uma vontade imensa de viver aquelas duas horas novamente.

Vida longa ao Biquini Cavadão e muitas passagens por São Paulo, é tudo que desejo!

* O título é aspas do twitter da banda

Por Fábio Vanzo

O mundo não está mais tr00. Se por um lado poupou a mim e ao meu amigo Diego, que me acompanhou em tal empreitada, a ver gente de spikes e corpse-paint (juro que se eu visse alguém assim, pedia pra tirar foto) é extremamente gratificante ver uma banda histórica como o Mayhem tocando num lugar com estrutura admirável – o Eazy Club, onde por 28 anos funcionou a danceteria Broadway –, com ar-condicionado tinindo, tudo limpinho, atendimento cordial, show começando pontualmente às 21h, e o mais importante, o som perfeitamente equalizado; sim, porque, no caso de uma banda extremamente pesada, uma estrutura ruim de som deixa tudo embolado e não dá pra entender nada; mas estava tudo perfeitamente audível. Aos primeiros acordes da hilária vinheta Sylvester Anfang, que abre a primeira demo deles, Pure Fucking Armageddon, de 1986, com direito a umas mensagens personalizadas para o público de São Paulo, e da abertura com a matadora Deathcrush, até o final com Chainsaw Gutsfuck e Pure Fucking Armageddon. Todas as fases “vocalísticas” foram contempladas, de Manhein à segunda vinda do vocalista Attila Csihar (gigantesco, insano, intenso, infernal), passando pelo suicida Dead e por Maniac. Destaques para Life Eternal, com seu riff assassino, a mais esperada, The Freezing Moon, a experimental Crystalized Pain In Deconstuction, as arrepiantes declamações em latim de De Mysteriis Dom Sathanas, e a que pra mim é a obra-prima deles, My Death. Uma noite memorável. Meus parabéns à banda, à casa, ao público e à organização do evento.

por Regiane

O evento que a ”Oi”, empresa de telefonia celular (e alguns outros serviços), organizou foi uma super festa para comemorar sua ‘chegada’ ao Estado de São Paulo. Foram vários shows simultâneos em diversas cidades, entre elas Ribeirão Preto, Campinas, Guaruja e Bauru  e na cidade de São Paulo no Parque do Carmo, e Parque da Independência, sendo esse último, o lugar que escolhi para conferir os shows que aconteceriam: banda Curumim, a Pitty (vide post anterior by Renata) e o real e único motivo de eu ter ido, minha banda de coração: Titãs. É sobre o show deles que eu vou falar nesse texto.

Sabendo o público que estaria nesse show, fui um pouco mais cedo, cheguei 12:20 mais ou menos, passei por uma estúpida revista policial (o maior ponto negativo do evento) e foi realmente absurdo o ‘cuidado’ da “Oi” com os pertences que fomos obrigados a deixar na entrada, onde tivemos que jogar tudo num baldão de plástico (daqueles de roupa suja, saca?), sem identificação alguma….No fim, pra ver tudo no chão espalhado no meio de um monte de lixo! Eu sinceramente fui embora sem procurar nada (pq já não tinha nada, pra falar a verdade, roubaram um monte de coisas que foram deixadas aos cuidados da empresa em questão), achei uma falta de respeito imensa com quem foi, mas, acho que isso ainda rende um mail pra Oi bem mal educado e não um post aqui! Vergonhoso!

Voltando as vias de fato, cheguei e como todo show dos Titãs, procurei por um espaço junto a grade, por não ter uma estatura fisica que colabore muito, mas, vi que essa já estava quase toda tomada por fãs da Pitty (sim, chegaram as 5 da manhã lá), então, me contentei com a lateral (na grade, ainda bem), o que não afetou muito a visão do palco.

Minha espera foi longa, ainda mais por conta dos shows que antecederam, enfim, eis que chega a vez deles. O show começou antes do previsto, marcado para as 17:30, teve inicio por volta de 16:40 e teve um pouco mais de 01:10 de duração.

Titãs no Parque da Independência - fotos by Sá Luz

Titãs no Parque da Independência - fotos by Sá Luz

Uma troca de ‘gentilezas’ e “conversas paralelas” entre banda e “fãs” se deu durante o show todo, muito mais do que eu estou acostumada a ter, ainda mais em um evento daquele porte, com sei lá quantas mil pessoas, o que me deixou surpresa e feliz por poder receber aquele tipo de carinho de uma banda que eu gosto tanto.

O show em si? Vários sucessos e uma música inesperada, fiquei feliz de ouvi-la, ainda mais num evento como esse: “Mentiras“. Um avalanche de outros sucessos, uns que eu sinceramente já teria deletado da set list há algum tempo, como “Enquanto houver Sol“, “Marvin” e “Pra dizer Adeus“, outras que sempre são bem-vindas como uma das melhores baladas dos rapazes,”Go Back“, a crazy “32 Dentes” e as clássicas “Cabeça Dinosauro” e “Polícia“….

Titãs e Pitty, juntos no evento da Oi - foto by Sá Luz

Titãs e Pitty, juntos no evento da Oi - foto by Sá Luz

Nas últimas 3 ou 4 músicas eles tocaram com a Pitty, no bis tb, entre as músicas tocadas estavam “Comida“, “Lugar Nenhum” e “Homem Primata“. 

Final de show e a mesma sensação que eu tive no meu primeiro show deles: felicidade sem tamanho.

Branco e Bellotto, desde os primórdios - foto by InOff Studio

Branco e Bellotto, desde os primórdios - foto by InOff Studio

Sou um tanto suspeita pra falar de Titãs, assim como sou pra falar de uma outra banda, aquela acima do bem e do mal (The Beatles, claro!), mas, quem tem uma banda de coração deve entender o que eu quero dizer, quando eu digo que a banda pode estar do jeito que for, na pior fase e na melhor fase, mas, sempre, vai contar com o seu apoio, mesmo você discordando, reclamando (fã de verdade não fala amém pra tudo, não é mesmo?!). Reconheço que Titãs é uma banda com alguns trabalhos um tanto condenáveis, principalmente pra quem é fã xiita de “Tudo ao mesmo tempo Agora“, “Jesus não tem dentes...” e “Õ Blesq Blõm“, sabe o que eu quero dizer, mas, a prova que você gostar de verdade, é você passar a entender certas atitudes, o amadurecimento, passa a entender que não são mais os rapazes de “Titanomaquia”, agora, são senhores, com filhos e até netos (simm, netos!), são rapazes ainda, mas, de “Volume 2″ (e acho esse álbum incrível, diga-se de passagem). A questão é se você é fã de um trabalho, de uma banda, seja ela qual for, você passa a ter algo fundamental, aliás, na vida como um todo: RESPEITO pela identidade de cada obra feita. Isso eu não tenho dúvida que aprendi a ter, com relação a eles, aprendi a fazer a combinação perfeita: Amor, respeito e diversão!

Vou terminar meu post babão (ahuahua), por hora, mas, semana que vem têm mais posts dos Titãs por aqui falando de palestra literária e filme. Aguardem relatos!

Serviço:

Site Oficial:
www.titas.net

Por Renata Getz

Domingo, 19 de outubro. Mesmo com dia frio, nublado e uma garoinha chata,  o Parque da Independência, em São Paulo, esteve completamente lotado para festejar o “Grito de Independência” da operadora de telefonia celular Oi, que levou até ali Pitty e Titãs.

Pitty subiu ao palco exatamente às 15 horas. Na apresentação, que durou uma hora, foram acompanhadas pela platéia-adolescente-apaixonada, Anacrônico, Memórias (Ando Meio Desligado), Deus lhe Pague, Déjà Vu, Brinquedo Torto, Ignorin´u, Admirável Chip Novo, Semana que Vem, Na sua Estante, Malditos Cromossomos, Easy – cantada pelo guitarrista Martin Mendonça – Equalize, Pulsos e Máscara (Creep).
 
Em seguida foi a vez dos Titãs… Mas isso é assunto para outro post, ok Re(giane)?

Ao final da apresentação-apoteótica-titãnica (sim, estávamos com as almas lavadíssimas!), Pitty voltou ao palco para cantar com os Titãs mais alguns sucessos do grupo: Lugar Nenhum, Homem Primata, Diversão, Enquanto Houver Sol, Comida e Marvin.

Se não houve sol, diversão não faltou. Seria perfeito se não houvesse alguns contratempos na entrada, quando tivemos – por livre e espontânea pressão – que nos desfazer de nossos “pertences”. Mas mesmo assim, a vida é uma festa.

por Renata Getz

Sexta-feira, 17 de outubro, foi o dia da estréia nos palcos da dupla Pouca Vogal, composta por Duca Leindecker e Humberto Gessinger, que aconteceu no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.

O show foi incrivelmente bom. Além das canções disponibilizadas em seu site oficial (www.poucavogal.com.br), a dupla reinventou sucessos do Cidadão Quem e do Engenheiros do Hawaii diante de um público – que não lotou a casa – mas que acompanhou cada acorde com entusiasmo e emoção. E, sim, os fãs do CQ eram maioria.

 A dupla soa muitíssimo bem junta. Destaque para Toda Forma de Poder, que surpreendeu com o violão percussivo de Duca, e a introdução de teclado de Pra Ser Sincero, por Humberto, emendada em Ao Fim de Tudo, por Duca.

O cenário estava lindíssimo. A iluminação, impecável. Embora tenham ocorrido alguns percalços com o volume da guitarra de Duca, a noite foi basicamente perfeita. Como diz uma das músicas: “pra quem gosta de nós, é um prato cheio”.

 

Dezembro 2009
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