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Por Fábio Vanzo

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Minha vez de falar sobre o presente de final de ano, dado pela Jackline: Serial Killer, Louco Ou Cruel, de Ilana Casoy. Na edição revista e ampliada deste que já é um clássico sobre o tema, a autora traz minuciosos dados sobre a história dos mais famosos assassinos seriais do mundo, como Ted Bundy, Ed Gein e Jeffrey Dahmer. Tudo com base em intensas pesquisas nos arquivos do FBI e emoldurado por uma prosa ágil e elegante, que faz com que o leitor se envolva com os casos e não consiga largar o livro até terminá-lo, com a incômoda sensação de que os tais “monstros” estão por aí e são muito mais parecidos conosco do que queremos acreditar.

Por Raphael Prado

Como a Regiane já explicou no post dela sobre o amigo secreto do blog, vou escrever algumas linhas sobre os presentes que eu ganhei da Roberta [que por pura coincidência é minha namorada e sabia [ou não] o que eu queria ganhar], o dvd do filme “Across the Universe” e o livro “Os Sete” [André Vianco], então vamos começar pelo filme.

Across The Universe
Musical cuja historia é narrada apenas com musicas do Beatles, historia essa de um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) que vai pra a América com o intuito de descobrir quem é o seu pai, e logo de cara, no campus da famosa Universidade de Princeton, conhece Max (Joe Anderson) cuja amizade é formada de imediato. Max tem uma irmã, Lucy (Evan Rachel Wood) por quem Jude se apaixona a primeira vista.

strawberry fields forever

strawberry fields forever

Os amigos se mudam pra Nova Iorque em busca de aventura, e conhecem cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio) e e moram todos no apartamento de Sadie.
A idéia do filme é genial, pois misturar uma historia de amor, com musicas dos Beatles e uma América dos anos 60 vivendo a fase do movimento hippie, da guerra do Vietnã e os conflitos da juventude como drogas, faculdade e questões políticas e sociais.
As participações especiais ficam por conta de Bono (como hippie Dr. Robert cantando “I am The Walrus”), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para “Come Together”), Salma Hayek (dançando “Happiness is a Warm Gun” vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em “Being For the Benefit of Mr. Kite!”).
Infelizmente temos no filme alguns pontos que seriam na minha humilde opinião desnecessários, como por exemplo, alguns efeitos super psicodélicos que deixam por alguns momentos o filme chato e sem uma lógica ou com difícil compreensão. E o encaixe mal feito do personagem da Prudence (T.V. Carpio), que do mesmo jeito que entra ela sai da trama, sem nenhuma explicação e que só faz jus sua aparição pela canção “Dear Prudence”.
Mas no todo é uma ótima pedida, principalmente pra quem é fã dos Beatles e tem a chance de ouvir 33 musicas dos rapazes de Liverpool.

site oficial do filme: http://www.sonypictures.com/homevideo/acrosstheuniverse/
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Os Sete [André Vianco]
Vou ser sincero, ainda não tive tempo de ler o livro por completo, pois meus horários estão muito corridos com minha vida de funcionario-padrão-peão, mas pelo pouco que li, pois ainda estou no começo do livro, me deixou muito entusiasmado com o que pode aparecer no decorrer do romance, pois a base da historia envolve vampiros, sobrenatural, coisas do além e historia do Brasil e Portugal.

vampiros, exstem??

vampiros, existem?

O que me deixou mais a vontade na leitura é o modo como o André Vianco escreve, que me lembra em até certo ponto o modo que o Marcelo Rubens Paiva escreve, que mistura locais conhecidos como Porto Alegre e São Paulo [nesse caso específico do André]o que deixa mais fácil a “visualização” dos acontecimentos de uma forma simples mas que não é de fora alguma simplória.
Sobre o livro não escreverei sinopse nem nada, pois o melhor do livro é descobri por si só o que está acontecendo e por acontecer na trama.
Muito mais que recomendado!

site oficial do André Vianco: http://www.andrevianco.net/sete.html

Agora vou agradecer a Roberta pelos presentes, que adorei muito! Valeu moça!

Por Raphael Prado

 

Museu do futebol, Pacaembu, não poderia haver melhor lugar para ser lançado um livro sobre os dez maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista, e foi lá que o jornalista Celso Unzelte assim o fez ontem [16] a noite.

 

Além do próprio Celso mais nove jornalistas votaram na escolha dos dez jogadores que compõe esse livro, Celso Kinjô, Daniel Piza, Heródoto Barbeiro, José Geraldo Couto, Juca Kfouri, Marcelo Duarte, Max Gehringer, Raul Drewnick e Silvio Lancelloti, como o próprio Celso disse: “um verdadeiro Timão, à altura das melhores tradições corintianas”.

 

Os dez ídolos com mais votos recebidos por essa seleção de jornalistas foram: Cláudio “O Gerente Artilheiro”, Baltazar “O Cabecinha de Ouro”, Luizinho “O Pequeno Polegar”, Gilmar “O Super Guardião”, Rivellino “O Reizinho do Parque”, Zé Maria “O Super Zé”, Wladimir “O Recordista de Jogos”, Sócrates “O Doutor”, Neto “O Eterno Xodó da Fiel” e Marcelinho “O Pé-de-Anjo” e entraram no livro, mas outros ídolos foram lembrados nessa votação e por ser apenas dez serem escolhidos também receberam espaço no livro.

 

As biografias dos jogadores estão recheadas de informações estatísticas, numéricas e muitas curiosidades, como por exemplo, a que Roberto Rivellino em sua infância era torcedor do Palmeiras, ou que em 1994 o presidente do Flamengo chegou a oferecer Marquinhos como melhor e até mais lucrativo negócio que o garoto Marcelinho.

 

 

Os Dez Mais do Corinthians

Os Dez Mais do Corinthians

 

 

O livro é uma ótima pedida pra quem quer conhecer mais e melhor sobre a história dos dez ídolos que viveram uma experiência que os distingue na historia da humanidade, pois só quem foi ou é ídolo do Corinthians sabe que, depois, ou antes, nada mais tem a mesma importância, como já disse Juca Kfouri.

 

O evento contou com a presença de alguns dos jogadores homenageados como Wladimir e Zé Maria, do vice-presidente de marketing do Corinthians Luis Paulo Rosenberg, e outros amigos-jornalistas como Benjamin Back e Mauro Betting, alem dos integrantes da campanha “Sangue Corintiano”.

 

Celso Dario Unzelte é jornalista especializado na área de esportes, com ênfase na pesquisa histórica desde 1990. Tem quatro livros publicados: Almanaque do Timão [Editora Abril], Almanaque do Palmeiras [Editora Abril em co-autoria com Mário Sérgio Venditti], O livro de Ouro do Futebol [Ediouro] e Grandes Clubes Brasileiros [Viana & Mosley Editora, em co-autoria com Marcelo Migueres]. Atualmente, Celso Unzelte é comentarista da ESPN, professor de jornalismo na Faculdade Cásper Libero e um dos editores do caderno semanal de esportes, do Diário do Comércio. Entre outros trabalhos, prestou consultoria praa o Memorial do Corinthians e o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu.

 

Agradecimentos especiais ao amigo Celso pelo convite e pela entrevista que em breve será publicada aqui nesse mesmo blog, e ao pessoal da campanha “Sangue Corintiano”.

 

As fotos do evento estão no flickr http://www.flickr.com/photos/_rapha_/

 

 

 

 

por Rapha

Livraria Cultura do Conjunto Nacional foi o local escolhido para o lançamento do livro “Meu Pequeno Corintiano” de Serginho Groisman com ilustrações de Carlinhos Müller. Mais um livro da Serie “Meu time do Coração” lançado pela editora Belas Letras
No livro Serginho mescla os principais fatos da historia do clube com experiências vividas pelo próprio Serginho e as ilustrações que o Carlinhos fez ajudam e muito ao pequeno leitor-torcedor a conhecer um pouco do seu time de coração.

Serginho e Carlinhos autogrando os livros

Serginho e Carlinhos autografando os livros

A festa de lançamento contou com a presença de vários Corintianos ilustres como os ex-jogadores Zé Maria, Wladimir, Basílio, Biro-Biro, Ronaldo, o publicitário Washington Olivetto, a rainha do basquete Hortência, o dramaturgo Cacá Rosset, o ator Dan Stulbach e o Diretor de Marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, o Presidente do Conselho de Orientação (CORI) Antonio Roque Citadini e o escritor Marcelo Rubens Paiva com quem Serginho está escrevendo o roteiro do Filme: “Fiel”. que está previsto pra ser lançado no ano que vem.

 

Mais fotos da festa de lançamento do livro “Meu Pequeno Corintiano” estão no flickr
http://www.flickr.com/photos/_rapha_/

P.S. Um grande abraço ao Senna e ao Calil do Panico da rádio Jovem Pan, valeu pela força!

por Fábio Vanzo

Que Fernando Morais é o maior biógrafo do país, com um estilo envolvente (porém ser os recursos fáceis do new journalism) que prende o leitor como se este estivesse lendo uma peça de ficção, não é segredo para ninguém; assim como é notório que, gosto pessoal à parte, Paulo Coelho é um fenômeno editorial que merece ser decifrado. Pois se O Mago não consegue exatamente explicar o porquê de um escritor de auto-ajuda com glacê de misticismo que vive derrapando na Flor do Lácio consegue vender tanto no mundo inteiro, se sai muitíssimo bem ao contar a trajetória de Paulo: tentativas de homicídio (culposas) e suicídio, abortos, experiências com drogas de todos os tipos, pactos com o Diabo, loucura e depressão. Tudo movido pelo sonho de uma pessoa confusa e insegura, de caráter às vezes discutível, que tinha uma idéia fixa, como a de Brás Cubas: ser um escritor famoso no mundo inteiro. Diversão garantida, como é de praxe nos livros do Fernando; o único senão é a pouca ênfase na parceria musical com Raul Seixas. Mesmo assim, é um livro imperdível.

por Renata Getz

Eles deixaram as guitarras temporariamente de lado para se dedicarem a outro projeto: o de escritores. No início desse ano, Humberto Gessinger, vocalista e guitarrista da banda Engenheiros do Hawaii e Samuel Rosa, vocalista e guitarrista do Skank, foram convidados por editoras distintas para escreverem sobre as razões pelas quais tornaram-se torcedores do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Cruzeiro Esporte Clube, seus times, respectivamente.

A relação mais próxima entre os dois clubes, talvez sejam as cores azul e branca. A minha relação para com ambos é distinta: sou Cruzeirense, assim como Samuel, e fã incondicional de Humberto, que é Gremista.

“Meu Pequeno Gremista”, de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) narra a paixão de Gessinger pelo tricolor gaúcho. De forma sutil e delicada, o músico lembra do dia em que ganhou a primeira camisa do clube, dos jogos assistidos em família, da primeira ida ao Olímpico e da incursão de sua filha, Clara, ao universo gremista. Explica porque torce pelo Grêmio: um time que nunca perde a esperança mesmo quando as coisas parecem impossíveis, que joga com o coração cheio de raça, coragem e alegria. Talvez o livro tenha soado óbvio para os fãs dos Engenheiros do Hawaii, porém convenhamos: é um livro infantil sim – quinze minutos são suficientes para consumi-lo – e Gessinger foi claro e objetivo o suficiente para convencer qualquer pessoa sobre sua paixão. As ilustrações, de Fábio Nienow, são um capítulo à parte.

“O Dia Em Que Me Tornei Cruzeirense”, de Samuel Rosa (Skank), segue a mesma temática de “Meu Pequeno Gremista”, aonde Samuel fala de seu amor nato pelo time da Toca e lembra fatos importantes, como a primeira vez em que esteve no Mineirão e do tempo das vacas magras do time, época esta que coincidiu com sua adolescência. Além da história ilustrada, o livro traz ainda um almanaque completo, com todas as informações que o leitor precisa para conhecer a história de seu clube do coração, como as conquistas, o hino, as maiores goleadas e os grandes craques.

Considero ambos objetos para colecionadores ou ótimas opções de presentes para crianças torcedoras. “O Dia Em Que Me Tornei Cruzeirense” serve como um bom referencial da participação do Cruzeiro nos principais campeonatos. Já “Meu Pequeno Gremista”, embora tenha soado óbvio para muitos, é um livro para fãs dos EngHaw.

por Roberta Lopes

Não é nada raro nos dias de hoje um certo intercâmbio de artistas em áreas diferentes da sua de origem. Quantos atores viram “cantores” do dia pra noite e vice-versa? Só acho complicado quando essa nova empreitada pode não mostrar lá muito talento do arista em questão, que parecia (e realmente era!) tão bom no que fazia originalmente e decepcionar as pessoas que acompanhavam sua antiga carreira…

Pois foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li “A favor do vento”, livro escrito por Duca Leindecker, vocalista da banda gaúcha Cidadão Quem e atual parceiro de Humberto Gessinger no duo Pouca Vogal.

O livro, de 2002, não chega a ser ruim; mas é sem graça, sem ritmo, sem novidade alguma e capaz de me fazer duvidar da autoria das letras da banda. A história me lembrou diversos outros enredos com os quais me deparava nos livrinhos infanto-juvenis: um menino em busca de algo ainda desconhecido que sente falta de um antigo amor e relembra sua juventude enquanto roadie de uma banda de rock. E é claro que lá pro fim do livro o personagem passa a cobiçar um lugar ao sol como músico.

“A favor do vento” é a segunda obra literária de Duca, mas foi o primeiro que li. O único que comprei na Bienal do Livro deste ano. Aliás, confesso que a cada página lida sentia mais raiva por tê-lo escolhido no lugar de algum dos poucos que me faltam de autoria da Martha Medeiros.

Pouco depois, emprestado, li “A casa da Esquina”, a estréia de Duca no mundo dos livros em 1999. A motivação não era lá muito grande, mas precisava saber se a frustração seria com todas escritas do músico (pois é, prefiro continuar pensando nele apenas assim).

No entanto, devo confessar que minha surpresa foi gigante e extremamente positiva. A leitura é fácil, a escrita também despretensiosa, mas o enredo prende o leitor e me fez acreditar novamente na autoria de “Pinhal”, “A la recherche” e “Jimi”, algumas das minhas músicas preferidas da Cidadão.

De um modo pra lá de sutil, Duca conta a história de um menino que passa parte de sua infância assistindo ao definhamento do pai. E devo dizer que faz isso da maneira mais bonita possível: mostrando a visão de uma criança que sabe bem menos do que um adulto acha que sabe sobre a morte. É sensível, bucólico e capaz de nos deixar com lágrinas nos olhos. Ponto positivo para o músico/escritor.

Só é inevitável o questionamento do porquê de ter decaido TANTO no segundo livro. E reforço que é TANTO que não pode ser só opinião pessoal.

Pois é, a raiva agora fica em ter escolhido o livro errado pra comprar… Se alguém aí  quiser trocar um “A favor do vento” por um “A casa da esquina” me avise ok?

Opiniões, oras!

 

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