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Por Regiane

Dia desses, na Livraria Cultura, estava eu, juntamente com minhas amigas Samantha (q procurava um presente pra um amigo, algo dos Beatles e barato, ou seja, praticamente impossível rs) e a Roberta (dona de 2 das 12 mãos desse blog), qdo esse última encosta ao meu lado:

- Ó!?
- Q q é isso?
- A Sá tava procurando o presente e encontrou isso, achei que vc ia gostar!
- Ahh gostar eu gosto, mas, deve ser caro, Robs! Com certeza é! – já esperando ser uma fortuna.

Samantha vai ver o preço:

- é X. – preço incrívelmente em conta.
- o.O Onde é o caixa?!

Cheguei em casa e não pude assistir, já que geral domina a TV pra ver novela e Ronnie Von (ok, eu gosto do tio Ronnie, ele é Rock n’ Roll!). Fiquei curiosa.
No fim de semana seguinte, todos foram viajar e ai sim pude ‘degustar’ tranquilamente cada cena desse documentário feito pra BBC de Londres, sobre a última grande turnê dos Beatles em 1966.

Documentário mostra a última grande turnê do Fab4

Documentário mostra a última grande turnê do Fab4

Cenas conhecidas, outras nem tanto. Rapazes animados no início de mais uma grande – e dessa vez última – turnê e nem tão satisfeitos no final dela. Engraçado, na maioria das vezes só é abordado o lado do glamour, as fãs, a gritaria, a qualidade musical indiscutível, mas, muita gente não imagina a precariedade estrutural dos shows e das turnês dos caras. É algo quase inacreditável, mas, eram falhas gigantescas pra uma banda daquele porte (convenhamos que naquela época os recursos decentes eram escassos também). Primeiro foi o Harrison, que pelo que é contado, desde o início já estava naquilo contrariado, depois Lennon decepcionado com a forma que uma de suas declarações mais famosas foi tratada (aquela, de que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo), o que ocasionou um desconforto gigante com a Igreja e seus seguidores mais fiéis, inúmeros tumultos por onde passavam, discos queimados, ameaças de morte, enfim. Tudo contribuiu para o fim da carreira dos rapazes pela estrada afora, com as grandes turnês.

Um DVD de 60 minutos, curto pra quem tem verdadeiro fascínio pela banda, parece que passa num piscar de olhos, mas, incrível, com cenas inéditas. Só senti muita falta das canções dos rapazes na trilha. Nas cenas de shows, não poder ouvir o áudio original é torturante quase, mas, pelo que me consta, isso aconteceu devido a problemas com direitos autorais (assunto bem complicado qdo se trata de Fab4).

Enfim, recomendo (o que não é muita novidade!)

por Roberta Lopes

Sutil e intenso. Calmo e arrebatador. Cenas e histórias comuns pintadas em fortes cores de neon. Paisagens urbanas por ora bucólicas. Momentos introspectivos exteriorizados à flor da pele. A vida de uma personagem em trânsito pelos roteiros de tantas outras. É essa a minha visão resumida do belo original “My Blueberry Nights“, ou do abrasileirado “Um Beijo roubado”.

O longa-metragem do cineasta chinês Wong Kar Wai me conquistou desde o cartaz: Norah Jones e Jude Law em um beijo sincero e de total entrega.

Vi no cinema e fiquei completamente apaixonada, até que fui cara de pau o bastante para pedir ao meu amigo secreto o DVD como presente. No fim caiu como uma luva, afinal quem me tirou foi a Renata e ela já havia deixado bem claro que não sabia copiar mídia alguma (uma das propostas do nosso amigo seiscreto era indicar alguma coisa para a pessoa a ser presenteada e fazer uma cópia).

Blueberry é daqueles filmes que me deixa com uma leveza tremenda de espírito; a tal ponto que escrever sobre se torna bastante difícil, por isso a demora em postar aqui.

O enredo conta cerca de 10 meses da vida de Elizabeth – protagonizada pela também cantora Norah Jones. Uma desilusão amorosa, um novo confidente e uma fuga da rotina transformada em crescimento pessoal através de cidades e pessoas novas. Entre elas as atrizes queridinhas dos “cults” Natalie Portman e Rachel Weisz e a não menos cultuada pelos descolados a cantora Cat Power em uma participação especialíssima.

O filme é todo costurado com belas frases e fotografias. Bares, cafés, cassinos e metrôs são retratados por uma visão além da corriqueira, e são assim também as conversas não parece haver espaço para uma frase mal posicionada ou um pensamento sem interpretações que vão muito além do literal.

My Blueberry Nights entra certamente no hall dos filmes que “você precisa ver”. Vá lá até seu DVD e assista, não perca mais tempo lendo uma resenha que por mais que me esforce nunca vai mostrar a essência e a beleza de uma vida simples pintada em neon.

Por Raphael Prado

Como a Regiane já explicou no post dela sobre o amigo secreto do blog, vou escrever algumas linhas sobre os presentes que eu ganhei da Roberta [que por pura coincidência é minha namorada e sabia [ou não] o que eu queria ganhar], o dvd do filme “Across the Universe” e o livro “Os Sete” [André Vianco], então vamos começar pelo filme.

Across The Universe
Musical cuja historia é narrada apenas com musicas do Beatles, historia essa de um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) que vai pra a América com o intuito de descobrir quem é o seu pai, e logo de cara, no campus da famosa Universidade de Princeton, conhece Max (Joe Anderson) cuja amizade é formada de imediato. Max tem uma irmã, Lucy (Evan Rachel Wood) por quem Jude se apaixona a primeira vista.

strawberry fields forever

strawberry fields forever

Os amigos se mudam pra Nova Iorque em busca de aventura, e conhecem cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio) e e moram todos no apartamento de Sadie.
A idéia do filme é genial, pois misturar uma historia de amor, com musicas dos Beatles e uma América dos anos 60 vivendo a fase do movimento hippie, da guerra do Vietnã e os conflitos da juventude como drogas, faculdade e questões políticas e sociais.
As participações especiais ficam por conta de Bono (como hippie Dr. Robert cantando “I am The Walrus”), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para “Come Together”), Salma Hayek (dançando “Happiness is a Warm Gun” vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em “Being For the Benefit of Mr. Kite!”).
Infelizmente temos no filme alguns pontos que seriam na minha humilde opinião desnecessários, como por exemplo, alguns efeitos super psicodélicos que deixam por alguns momentos o filme chato e sem uma lógica ou com difícil compreensão. E o encaixe mal feito do personagem da Prudence (T.V. Carpio), que do mesmo jeito que entra ela sai da trama, sem nenhuma explicação e que só faz jus sua aparição pela canção “Dear Prudence”.
Mas no todo é uma ótima pedida, principalmente pra quem é fã dos Beatles e tem a chance de ouvir 33 musicas dos rapazes de Liverpool.

site oficial do filme: http://www.sonypictures.com/homevideo/acrosstheuniverse/
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Os Sete [André Vianco]
Vou ser sincero, ainda não tive tempo de ler o livro por completo, pois meus horários estão muito corridos com minha vida de funcionario-padrão-peão, mas pelo pouco que li, pois ainda estou no começo do livro, me deixou muito entusiasmado com o que pode aparecer no decorrer do romance, pois a base da historia envolve vampiros, sobrenatural, coisas do além e historia do Brasil e Portugal.

vampiros, exstem??

vampiros, existem?

O que me deixou mais a vontade na leitura é o modo como o André Vianco escreve, que me lembra em até certo ponto o modo que o Marcelo Rubens Paiva escreve, que mistura locais conhecidos como Porto Alegre e São Paulo [nesse caso específico do André]o que deixa mais fácil a “visualização” dos acontecimentos de uma forma simples mas que não é de fora alguma simplória.
Sobre o livro não escreverei sinopse nem nada, pois o melhor do livro é descobri por si só o que está acontecendo e por acontecer na trama.
Muito mais que recomendado!

site oficial do André Vianco: http://www.andrevianco.net/sete.html

Agora vou agradecer a Roberta pelos presentes, que adorei muito! Valeu moça!

Por Regiane

Primeiro post do ano e cá estou para falar do “Amigo 6creto” onde participaram as 12 mãos desse blog, no último dia 27, o qual rendeu presentes que com certeza darão continuidade a esse post mais adiante. O lema do ‘evento’ foi “gaste pouco e incentive a cultura do próximo”!
 Quem me tirou foi o Rapha e pra minha surpresa ganhei 2 presentes (ou seriam 3), um deles, 2em1 heeheh. Vamos a eles:

Stigmata

Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em "Stigmata"
Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em “Stigmata”

Suspense da melhor qualidade. No início achei que seria sequência do ‘O Exorcista”, mas, com o desenrolar do roteiro, vi q esse filme é dono de um conteúdo mais profundo, com questões mais complexas que não se resume ’somente’ a um ‘espírito obssessor’.

São 2 versões, a original e a do diretor (essa ainda não consegui ver, mas, em breve conseguirei), assisti a versão original.

O filme conta com a atuação da Patricia Arquette (da minissérie Medium pelo canal Sony), o que pra mim já ganha pontos, gosto muito do trabalho dela. O roteiro é bem executado até certo ponto, já que alguns ‘errinhos’ são inevitáveis, normal em filmes que tratam de fatos concretos (até a página 2), datas, geografia, antiguidades (sem trema, que ridículo) entre outros ítens.

Vou me apegar ao conteúdo do filme em si, pq foi o que me chamou atenção e surpreendeu, achei se tratar de um filme não tão polêmico, reflexivo, nem que envolvesse questões psicológicas. Como disse há algumas linhas acima, no ínício, cheguei a comparar com ‘O Exorcista’, comparação patética e errônea, confesso!

A história mostra, num humilde resumo que esssa que vos escreve vai tentar fazer,  um padre/cientista, que investiga ‘milagres’ tipo, aparições de imagens, santas que choram, essas coisas. Pois é, tudo dentro dos padrões, se não fosse um caso extremamente diferente aos olhos do que a Igreja Católica estava acostumada a lidar. Uma jovem de NY (a Patricia), que leva uma vida, digamos, mundana, passa a ter que conviver com stigmas de Cristo (isso segundo dizem, só acontece com pessoas extremamente religiosas), após ganhar um rosário, de sua mãe, pertencente a um padre, do sudeste do Brasil (achei nosso país, como sempre, bem mal ‘representado’ nesse filme, pensei se tratar da Colômbia, não desmerecendo esse país, claro, até citarem no nome Brasil, um verdadeiro pecado), que faleceu sob misterioso fato da santa de sua Igreja jorrar sangue verdadeiro dos olhos na hora de sua morte. 

Cenas fortes, mas, não é só isso… O filme traz muitos questionamentos e diga-se de passagem, de muito mais importância do que as pessoas em geral costumar dar a esses assuntos.

A dúvida de um padre/cientista, a escolha pela castidade, a igreja católica com suas regras e normas, fé, milagre, ego, poder e uma conversa muito íntima consigo sobre quais são suas convicções, religiosas ou não, quem é o seu Deus, onde vc realmente encontra ele livre de qq tipo de exploração seja de poder, interesse, status e dinheiro é o que esse filme traz pra quem assiste.

Polêmicas que me deixariam anos aqui filosofando sobre, com infinitos questionamentos, que na verdade não se resumiriam somente ao catolicismo, mas, no significado de ‘Deus’ num modo geral, mas, que eu deixo pra cada um refletir em suas casas, quando forem ver ao filme.

Recomendadíssimo!!!

Título Original: Stigmata
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Site Oficial: www.mgm.com/stigmata

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Biquini Cavadão (CD e DVD 2em1)

Pra falar verdade, o DVD eu já tinha, nem por isso esse presente foi menos desejado, já q o CD pra mim era novidade.

O reino do Biquini
O reino do Biquini

Um dos melhores discos do Biquini na minha opinião, tenho no meu MP3 há séculos e nem penso em deletar ele. Sabe daqueles que sempre quando vc ouve, parece a primeira vez, amor a primera ouvida? Sabe quando vc tem vontade de sair pulando e dançando sem critérios? É assim!!!

Destaco as clássicas: a fodástica ‘Impossível’, a lindíssima ‘Timidez’, ‘Tédio’, ‘Zé Ninguém’ e a ‘Chove Chuva‘, sempre presentes em todos os shows do Biquini e que nesse Ao Vivo aparecem com uma ‘pegada’ muito boa!
As mais (ou nem tanto) ‘recentes’ como ‘Janaína’, ‘Quanto tempo demora um mês’, ‘Quando eu te encontrar’, mais calmas e tão lindas quanto.
E a regravação da canção do Nenhum de Nós, ‘Camila Camila’, que ganhou uma releitura bem Biquini de ser, ótima!

O DVD, é a animação do CD em imagens! Fortaleza realmente não poderia ter sido trocada por qq outra cidade pra esse DVD ser gravado! Sintonia perfeita do público e da banda!

Uma banda que tem todo o meu respeito pela trajetória q construiu, o Bruno, sempre tão querido (pessoalmente falando tb), letras que muito têm a passar pra quem escuta, um trabalho honesto e maravilhoso.

Site Oficial: www.biquinicavadao.com.br

Adoreiii tudo e assim eu termino, aqui, dizendo ‘olá’  pra 2009 com muita cultura e arte pra todo mundo, coisa que nesse país o acesso e ainda difícil!

 

rede-de-mentiras-poster01

Por Fábio Vanzo

Ridley Scott é sinônimo de qualidade. Um Bom Ano, Falcão Negro Em Perigo, Gladiador, O Gângster, Chuva Negra, Alien, Os Duelistas, Chuva Negra… não preciso dar mais exemplos de clássicos dirigidos por esse inglês que iniciou no cinema já consagrado no ramo da propaganda. Tendo como único senão o azar de ter um nada talentoso irmão, Tony Scott, que se aventura a fazer filmes invariavelmente ruins. Mas vamos a Rede De Mentiras: dirigido e produzido por Ridley, com roteiro de Monahan, baseado em livro de David Ignatius, filme conta os esforços de Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) para desmantelar uma célula terrorista da Al Qaeda no Oriente Médio. Enquanto isso, é assessorado, dos EUA, por Ed Hoffman (Russell Crowe). Esse confronto entre os dois personagens lembra um pouco o dilema moral d’O Gângster: ambos fazem serviços sujos, porém um tem dilemas morais, e outro não. No caso Roger Ferris se envolve emocionalmente porque está lá no campo de guerrilha, vê as mortes, mata pessoas. Já Roger Ferris controla todas as ações de espionagem da sua casa, confortavelmente. DiCaprio está ótimo como o atormentado agente que, se não é tão torpe quando seu colega de trabalho, também usa pessoas inocentes mais de uma vez, de forma inconseqüente, enquanto Russell Crowe, totalmente à vontade como o escroto, bonachão e inescrupuloso agente. Os ambientes áridos do Oriente Médio são relatados de forma crua, qual a África no injustamente criticado Falcão Negro Em Perigo, sem maiores juízos de valor, assim como o roteiro traz diversas alfinetadas no modo ineficiente como a CIA trata a questão do terrorismo: enquanto o Ocidente não entender o Oriente, e insistir em tratar questões complexas de forma truculenta, o caminho estará aberto para líderes fanáticos como o vilão Al-Saleem (Alon Abutbul). Perfeito equilíbrio entre a ação e a reflexão (esta sempre implícita, sem didatismo). Mais uma vez, Ridley Scott mostrando como se faz.

por Raphael Prado

Criada pelo autor belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, “As Aventuras De Tintin” mostram um jovem jornalista que corre o mundo [em lugares reais e outros fictícios] na busca da verdade e da justiça sempre acompanhado do seu fiel companheiro o cachorro terrier Milu, e de se seus amigos Capitão Archibald Haddock [com mil raios e trovões!] e do Professor Trifólio Girassol [que tem um pequeno problema de audição] tendo também participações de personagens secundários como os detetives Dupond e Dupont.

Os amigos que ajudam Tintin nos mais diversos casos pelo mundo são o Nestor, o mordomo do castelo de Moulinsart [onde moram o Capitão Haddock e o Professor Girassol]; Bianca Castafiore, uma cantora de ópera, conhecida como o Rouxinol Milanês; General Alcazar, um ditador sul-americano; Mohammed Ben Kalish Ezab, um emir, e seu filho Abdallah; Serafim Lampião, um vendedor de seguros; Oliveira da Figueira, vendedor de especiarias; Tchang Chong-Chen, um menino chinês, contra os malfeitores Doutor J.W. Müller, um médico alemão; Roberto Rastapopoulos cineasta e contrabandista também conhecido por Marques Di Gorgonzola; Coronel Sponsz do exército da Borduria [país fictício], General Tapioca ditador em San Teodoros [país fictício]; Allan Thompson imediato do navio do Capitão Haddock que se revelou um traidor ao trabalhar para Rastapopoulos.

Box com as 3 temporadas

Box com as 3 temporadas

A série em quadrinhos Tintin já vendeu mais de 200 milhões de cópias no mundo e foi traduzida para 60 idiomas, se tornando assim um dos maiores clássicos da animação mundial. Steven Spielberg levará Tintin para o cinema em 2010. E para a alegria dos fãs de Tintin o ano de 2008 viu o lançamento do box set “As Aventuras De Tintin” contendo as 3 temporadas com 39 episódios baseados em 21 livros do personagem dividos em 9 DVDs, digitalizados e remasterizados com base na serie de tv produzida pela Ellipse Programmé e pela Nelvana em 1991, e que aqui no Brasil foi exibido pela tv cultura na segunda metade dos anos 90.

Segue abaixo a lista dos episódios das 3 temporadas

Primeira Temporada
O Caranguejo das Tenazes de Ouro [partes 1 e 2]
O Segredo do Licorne [partes 1 e 2]
O Tesouro de Rackham o Terrível
Os Charutos do Faraó [partes 1 e 2]
O Lótus Azul [partes 1 e 2]
A Ilha Negra [partes 1 e 2]
O Caso Girassol [partes 1 e 2]

Menu da primeira temporada

Menu da primeira temporada

Segunda Temporada
A Estrela Misteriosa
O Ídolo Roubado [partes 1 e 2]
O Cetro de Ottokar [partes 1 e 2]
Tintin no Tibet [partes 1 e 2]
Tintin e os Tímpanos [partes 1 e 2]
Tintin no País do Ouro Negro [partes 1 e 2]
Vôo 714 para Sydney [partes 1 e 2]

Terceira Temporada
Perdidos no Mar [partes 1 e 2]
As Sete Bolas de Cristal [partes 1 e 2]
O Templo do Sol [partes 1 e 2]
As Jóias de Castafiore [partes 1 e 2]
Objetivo Lua [partes 1 e 2]
Explorando a Lua [partes 1 e 2]
Tintin na América
Ficha técnica do box set

Ano de Lançamento: 2008
Gênero: Animação
Produção: Nelvana
Estúdio: Log On/Culturamarcas
Áudio: Português / Inglês
Legenda: Português
Duração: 897 minutos
Volumes: 9 DVDs

por Roberta Lopes

Conheço e considero 3 tipos distintos de filmes nacionais:

1- Filmes regionais praticamente caricaturados que podem conter um humor sem fim ou um drama mais sem fim ainda. Os meus preferidos. O que mostram o melhor da criatividade brasileira e as melhores fotografias, roteiros e trilhas sonoras.
2- Filmes os quais após 5 minutos assistindo você é capaz de jurar que está no sofá da sua casa assistindo a mais algum capítulo de uma novela qualquer da TV Globo. Nem na sessão da tarde eu aguento muito, com raríssimas excessões.
3- Filmes que de tanto medo de serem estereotipados são os que mais assim ficam.  Aqueles que têm necessidade gigante de enfiar um palavrão em uma frase sim e outra também, enquadramentos esquisitíssimos, câmera com mal de Parkinson e a obrigatoriedade de sempre ter uma cena sem noção de uma mulher em nu frontal.

Para minha infelicidade, após assistir ao Feliz Natal (estréia de Selton Mello como diretor de longa-metragem) o enquadrei no terceiro tipo.

O enredo é interessante. Caio (Leonardo Medeiros) é o ovelha negra da família (ao menos a declarada) que ficou muito tempo fora de casa e resolve voltar para visitar a todos na noite de Natal. É recebido pelo sobrinho que não conhecia, a mãe bêbada (Darlene Glória), a cunhada solícita (Graziela Moretto) e o irmão almofadinha (Paulo Guarnieri) que o julga a todo momento. O pai (Lucio Mauro) mal se digna a cruzar o mesmo caminho e trocar olhares de reprovação com o filho “bosta”.

A partir daí todos os problemas que pareciam guardados sobre uma pesada pedra voltam à tona. Até mesmo o motivo de tanto desprezo da família com o protagonista: entre tantas outras coisas ele matou uma moça.

Não posso negar que é no mínimo corajoso lançar um filme entitulado “Feliz Natal” nesta época do ano e no lugar de neve no telhado, um gordo Papai Noel e crianças felizes, enfiar goela abaixo dos espectadores uma família em decadência e a realidade do que é o Natal pra maioria das pessoas: um periódo de consumismo desenfreado, demagogia e perdões comprados.

No entanto o desenvolvimento da idéia me parece um tanto infeliz. Poucos diálogos ao longo de toda trama e incontáveis olhares que também não dizem nada. Closes em cabelos brancos e gelos de copo de whisky. Trilha sonora (de Plinio Profeta, aquele da Eliane Galileu) cansativa e pouco criativa. Fotografia escuríssima. Trama lenta. E claro, uma cena sem noção de um nu frontal feminino.

Não desista de assistir ao filme por nada que eu disse. Mas vá preparado, o Selton Mello diretor, roteirista, editor e produtor não parece assim tão competente quanto o Xicó de “O Auto da Compadecida”, o Lourenço de “O Cheiro do Ralo”, ou o “Leléu” de Lisbela e o Prisioneiro”.

Mas se você é fã das câmeras tremidas de Fernando Meirelles compre um mega balde de pipoca e já entre na sala com um sorriso no rosto, afinal em entrevista à Folha de S. Paulo,  Selton afirmou ser este seu principal espelho. Não há como negar, os mesmos motivos que me irritaram em Feliz Natal foram os fatos tristes em Ensaio Sobre a Cegueira.

por Renata Getz

Foi com as palavras do título desse post – que, aliás, também dá título ao livro que uma amiga querida escreveu com suas amigas sobre suas aventuras titânicas (e que, infelizmente, não está disponível para venda) – que presenciei a exibição do documentário feito por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves: Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa.

Não há muito o que falar diante da exibição de uma hora e meia da trajetória dessa que é a maior – e melhor – banda tupiniquim de todos os tempos. Dos bastidores às apresentações fabulosas, tudo foi registrado pela câmera VHS de Branco Mello desde os primórdios (lá pelos idos de 1980) até hoje em dia. O roteiro contou também com imagens de arquivo da banda em participações em programas de auditório, como Hebe, Bolinha, Programa Silvio Santos (citado na música “Domingo”, do CD homônimo de 1995) e uma apresentação hilária no quadro “Sonho Maluco” do extinto programa “Domingo Legal”, no qual os rapazes salvam uma moça (a sonhadora em questão) das garras de uma aranha. Cenas de shows no underground paulistano e apresentações históricas no festival de Montreux, Rock in Rio e durante a abertura do show dos Rolling Stones em Copacabana dividem espaço com viagens, passeios, cenas de estúdio e momentos família.

Há momentos em que a ficha cai e a vida não parece uma festa: a morte de Marcelo Fromer e as saídas de Arnaldo Antunes e Nando Reis, que fizeram com que a banda perdesse um pouco o rebolado, foram retratadas com uma sutileza de doer. Mas sobreviver ao tempo, levantar-sacudir-a-poeira-e-dar-a-volta-por-cima, sempre com muita alegria e dignidade foram as melhores lições que tirei dali.

Se os Titãs fizeram ou ainda fazem parte da sua vida, vá conferir [a partir de 16 de janeiro], pois certamente você irá se divertir muito na festa.

por Fábio Vanzo

Em vez de ficar idolatrando coisas toscas como o Cinema Novo, os cineastas brasileiros deviam seguir a linha de cinema “com culhões” de Zé do Caixão, Rogério Sganzerla e o pessoal da Boca Do Lixo em geral, a fim de que saiam mais filmes como os de José Padilha (Ônibus 174, Tropa De Elite) e Fernando Meirelles (Cidade De Deus, O Jardineiro Fiel). Filmes que não tenham medo de romper com padrões já estabelecidos, que não se sujeitem à opressão dos fantasmas de Glauber Rocha e da síndrome de quero-fazer-cinema-francês. Chega de filme frouxo, contemplativo, sem roteiro decente! Lição de casa: vão ver Ensaio Sobre A Cegueira. Independentemente do livro – e eu digo isso porque acredito que, sendo mídias diferentes, um não pode se atrelar muito ao outro – é um filmaço; duro, frio, cru, rude, uma verdadeira aula. Fotografia perfeita, grandes atuações (Gael García Bernal, Danny Glover e uma magnífica Juliane Moore) e uma grande história. Não precisa muito, precisa? Você tem um roteiro legal, bons atores e uma boa equipe, e faz um bom filme. Por que os Walter Salles da vida insistem em ignorar isso? Ensaio… só não leva 10 porque tem umas narrações em off que são (sempre) desnecessárias. Nove e meio para o filme, imperdível.

por Roberta Lopes

Pois é, a Disney confirmou. As filmagens começaram. E ainda tem O cara no elenco. A ansiedade da pessoa que vos escreve já está a mil, a milhão, a zilhão. Tudo que penso é… Falta muito pro dia 5 de março de 2010?

Sim eu sei que falta…

A data é a previsão para a estréia da versão em 3-D do clássico “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Caroll, feito por Tim Burton e com Johnny Depp no elenco como o Chapeleiro Maluco.

E novamente acontece: é o mesmo que fizeram com “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Juntam o diretor e o ator preferido da fãzoca aqui e colocam em uma refilmagem do clássico infantil também preferido. Agora, só faltam fazerem o mesmo com “O Mágico de Oz” e aí eu morro de vez. Mas por enquanto, é só uma taquicardia.

O Johnny Depp ainda não fez nenhuma cena, mas da “Alice” (Mia Wasikowska), já tem até foto na net. Essa aí embaixo sim… Acredito que essa cena seja antes da menininha ir para o tal país das maravilhas e que lá todo o psicodelismo típico de Burton deva aparecer, mas acho que só por esses registos já dá pra ter uma idéia da linha né?

E começam as filmagens...

E começam as filmagens...

Foi assim com a refilmagem de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”; se comparado ao primeiro o longa-metragem parece um verdadeiro show de aberrações. Os Oompa Loompas deram lugar a um anãozinho pra lá de antipático multiplicado por programa de computador, as crianças insuportáveis do original ficaram ainda mais desprezíveis e até mesmo o Charlie tão santinho no primeiro ganhou um certo ar de criança de verdade na versão de Burton. O Willy Wonka então… sádico que só ele!

Talvez perca o ar infantil da obra isso é fato. Mas ahhh eu adoro!

Fábrica psicodélica de chocolate

Fábrica psicodélica de chocolate

É, um filme um tanto singelo pode se tornar sombrio sem perder a essência, basta ser dirigido por ele. Além disso, a outra caracterítisca sempre presente nos filmes do diretor é conseguir um ponto exato na linha tênue entre terror e humor. Ou vai me dizer que um filme chamado “Os Fantasmas se Divertem” poderia ser tão bom se fosse feito por outro cara?

A única outra produção do diretor com a Disney é “O Estranho Mundo de Jack”, uma animação musical em que uma simpática caveirinha (Jack Skellington) conhecida como o rei do Halloween sai em uma viagem através das outras datas comemorativas.

Sally e Jack Skellington

Sally e Jack Skellington

O fato é que eu sou extremamente babona de tudo que o Tim Burton já fez, e quando tem o Johnny Depp junto fica ainda melhor. Casamento perfeito para as telonas. “Sweeney Todd”, “A Noiva Cadáver”, “Ed Wood”, “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” e “Edward mãos de Tesoura” não me deixam mentir.

O triste é que só me resta controlar a ansiedade, esperar por março de 2010 e correr para o cinema pra conferir o que Burton reserva pra gente. Prometo que escrevo uma resenha por aqui na semana de estréia!

 

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