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por Roberta Lopes

Sutil e intenso. Calmo e arrebatador. Cenas e histórias comuns pintadas em fortes cores de neon. Paisagens urbanas por ora bucólicas. Momentos introspectivos exteriorizados à flor da pele. A vida de uma personagem em trânsito pelos roteiros de tantas outras. É essa a minha visão resumida do belo original “My Blueberry Nights“, ou do abrasileirado “Um Beijo roubado”.

O longa-metragem do cineasta chinês Wong Kar Wai me conquistou desde o cartaz: Norah Jones e Jude Law em um beijo sincero e de total entrega.

Vi no cinema e fiquei completamente apaixonada, até que fui cara de pau o bastante para pedir ao meu amigo secreto o DVD como presente. No fim caiu como uma luva, afinal quem me tirou foi a Renata e ela já havia deixado bem claro que não sabia copiar mídia alguma (uma das propostas do nosso amigo seiscreto era indicar alguma coisa para a pessoa a ser presenteada e fazer uma cópia).

Blueberry é daqueles filmes que me deixa com uma leveza tremenda de espírito; a tal ponto que escrever sobre se torna bastante difícil, por isso a demora em postar aqui.

O enredo conta cerca de 10 meses da vida de Elizabeth – protagonizada pela também cantora Norah Jones. Uma desilusão amorosa, um novo confidente e uma fuga da rotina transformada em crescimento pessoal através de cidades e pessoas novas. Entre elas as atrizes queridinhas dos “cults” Natalie Portman e Rachel Weisz e a não menos cultuada pelos descolados a cantora Cat Power em uma participação especialíssima.

O filme é todo costurado com belas frases e fotografias. Bares, cafés, cassinos e metrôs são retratados por uma visão além da corriqueira, e são assim também as conversas não parece haver espaço para uma frase mal posicionada ou um pensamento sem interpretações que vão muito além do literal.

My Blueberry Nights entra certamente no hall dos filmes que “você precisa ver”. Vá lá até seu DVD e assista, não perca mais tempo lendo uma resenha que por mais que me esforce nunca vai mostrar a essência e a beleza de uma vida simples pintada em neon.

Por Fábio Vanzo

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Minha vez de falar sobre o presente de final de ano, dado pela Jackline: Serial Killer, Louco Ou Cruel, de Ilana Casoy. Na edição revista e ampliada deste que já é um clássico sobre o tema, a autora traz minuciosos dados sobre a história dos mais famosos assassinos seriais do mundo, como Ted Bundy, Ed Gein e Jeffrey Dahmer. Tudo com base em intensas pesquisas nos arquivos do FBI e emoldurado por uma prosa ágil e elegante, que faz com que o leitor se envolva com os casos e não consiga largar o livro até terminá-lo, com a incômoda sensação de que os tais “monstros” estão por aí e são muito mais parecidos conosco do que queremos acreditar.

Por Raphael Prado

Como a Regiane já explicou no post dela sobre o amigo secreto do blog, vou escrever algumas linhas sobre os presentes que eu ganhei da Roberta [que por pura coincidência é minha namorada e sabia [ou não] o que eu queria ganhar], o dvd do filme “Across the Universe” e o livro “Os Sete” [André Vianco], então vamos começar pelo filme.

Across The Universe
Musical cuja historia é narrada apenas com musicas do Beatles, historia essa de um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) que vai pra a América com o intuito de descobrir quem é o seu pai, e logo de cara, no campus da famosa Universidade de Princeton, conhece Max (Joe Anderson) cuja amizade é formada de imediato. Max tem uma irmã, Lucy (Evan Rachel Wood) por quem Jude se apaixona a primeira vista.

strawberry fields forever

strawberry fields forever

Os amigos se mudam pra Nova Iorque em busca de aventura, e conhecem cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio) e e moram todos no apartamento de Sadie.
A idéia do filme é genial, pois misturar uma historia de amor, com musicas dos Beatles e uma América dos anos 60 vivendo a fase do movimento hippie, da guerra do Vietnã e os conflitos da juventude como drogas, faculdade e questões políticas e sociais.
As participações especiais ficam por conta de Bono (como hippie Dr. Robert cantando “I am The Walrus”), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para “Come Together”), Salma Hayek (dançando “Happiness is a Warm Gun” vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em “Being For the Benefit of Mr. Kite!”).
Infelizmente temos no filme alguns pontos que seriam na minha humilde opinião desnecessários, como por exemplo, alguns efeitos super psicodélicos que deixam por alguns momentos o filme chato e sem uma lógica ou com difícil compreensão. E o encaixe mal feito do personagem da Prudence (T.V. Carpio), que do mesmo jeito que entra ela sai da trama, sem nenhuma explicação e que só faz jus sua aparição pela canção “Dear Prudence”.
Mas no todo é uma ótima pedida, principalmente pra quem é fã dos Beatles e tem a chance de ouvir 33 musicas dos rapazes de Liverpool.

site oficial do filme: http://www.sonypictures.com/homevideo/acrosstheuniverse/
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Os Sete [André Vianco]
Vou ser sincero, ainda não tive tempo de ler o livro por completo, pois meus horários estão muito corridos com minha vida de funcionario-padrão-peão, mas pelo pouco que li, pois ainda estou no começo do livro, me deixou muito entusiasmado com o que pode aparecer no decorrer do romance, pois a base da historia envolve vampiros, sobrenatural, coisas do além e historia do Brasil e Portugal.

vampiros, exstem??

vampiros, existem?

O que me deixou mais a vontade na leitura é o modo como o André Vianco escreve, que me lembra em até certo ponto o modo que o Marcelo Rubens Paiva escreve, que mistura locais conhecidos como Porto Alegre e São Paulo [nesse caso específico do André]o que deixa mais fácil a “visualização” dos acontecimentos de uma forma simples mas que não é de fora alguma simplória.
Sobre o livro não escreverei sinopse nem nada, pois o melhor do livro é descobri por si só o que está acontecendo e por acontecer na trama.
Muito mais que recomendado!

site oficial do André Vianco: http://www.andrevianco.net/sete.html

Agora vou agradecer a Roberta pelos presentes, que adorei muito! Valeu moça!

Por Jaqueline Santana

Intercâmbio Brasil-Cuba. Foi com esse propósito que saí de casa tempos atrás com um amigo para assistir ao show de Marina de la Riva. Com apenas duas músicas da cantora em meu repertório: “Ta-hi! (Pra Você Gostar de Mim)” – regravação do clássico de Carmem Miranda – e “Ojos Malignos” (com participação especial de Chico Buarque), segui em direção ao SESC Ipiranga sem saber bem o que esperar.

Convidada para participar do projeto Auditório MPB, comandado pela jornalista Roseli Tardelli, Marina seria entrevistada e, em seguida, teria o palco livre para seu principal papel na noite: o de cantora.

Durante a entrevista, as surpresas comuns de quando se assiste a algo tão de perto. É bom ver alguém se revelar diante de nós.  Pai cubano, mãe brasileira, advogada. Marina foi transparecendo diante de quase 200 pessoas. As histórias, os detalhes, as influências, as recordações, a bagagem, as memórias, os trejeitos, a expressão, tudo. Tudo a revelava.

Marina de la Riva

Foto: Divulgação

O primeiro e único álbum da carreira lhe rendeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), na categoria revelação feminina, e uma indicação ao prêmio Tim de Música.

Marina já participou de shows com a Orquestra Imperial, Andreas Kisser, Davi Moraes, Michael Franti (no Festival Power to the Peaceful), Nina Becker, Flávio Venturini (show “Conexão Latina”) e com Clara Moreno e Maria Rita (no Baile de Gala da Vogue, em 2008).

Casa cheia, talento a prova. Muda o figurino, apagam-se as luzes. Agora ela é outra. É Marina-cantora. Intensa. Vestido longo em preto e branco. Flor no cabelo. Luz vermelha. Músicos a postos. Entrega, ligação.

O set list passa por músicas em espanhol e em português (maioria em espanhol, claro). Samba, com ”Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho. Forró, com “Adeus, Maria Fulo”, de Humberto Teixeira e Sivuca, onde misturou um trecho em espanhol de “La Mulata Chancletera” e convida todo mundo a dançar. E “Drume Negrita”, uma canção de ninar cubana que interpretou para o filho sentado na primeira fila da platéia.

Com uma banda formada por músicos brasileiros e cubanos, ela explica entre uma música e outra o porquê de cada um estar ali. A importância, o significado, o conjunto da obra.

“Juramento” ficou impressa na memória. Letra e música. Algumas músicas marcam desde a primeira audição. Seria capaz de dizer que essa é uma delas. “Tin Tin Deo” e “Te Amaré y Después” são dois opostos que traduzem as faces da cantora.

Ver Marina faz o ar ficar diferente. Poucos são os shows que conseguem modificar o clima do ambiente. Marina nos apresenta Cuba, canção a canção. Somos o público, ela, a banda e um cabaré cubano, distantes de tudo.

E se valeu arriscar uma noite de terça-feira por curiosidade?
Em uma palavra:
Surpreendente!

Marina de la Riva:
www.marinadelariva.com.br
www.myspace.com/marinadelariva
http://tinyurl.com/lastfmmarinadelariva

Por Regiane

Primeiro post do ano e cá estou para falar do “Amigo 6creto” onde participaram as 12 mãos desse blog, no último dia 27, o qual rendeu presentes que com certeza darão continuidade a esse post mais adiante. O lema do ‘evento’ foi “gaste pouco e incentive a cultura do próximo”!
 Quem me tirou foi o Rapha e pra minha surpresa ganhei 2 presentes (ou seriam 3), um deles, 2em1 heeheh. Vamos a eles:

Stigmata

Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em "Stigmata"
Reflexão sobre fé,religião e igreja Católica em “Stigmata”

Suspense da melhor qualidade. No início achei que seria sequência do ‘O Exorcista”, mas, com o desenrolar do roteiro, vi q esse filme é dono de um conteúdo mais profundo, com questões mais complexas que não se resume ’somente’ a um ‘espírito obssessor’.

São 2 versões, a original e a do diretor (essa ainda não consegui ver, mas, em breve conseguirei), assisti a versão original.

O filme conta com a atuação da Patricia Arquette (da minissérie Medium pelo canal Sony), o que pra mim já ganha pontos, gosto muito do trabalho dela. O roteiro é bem executado até certo ponto, já que alguns ‘errinhos’ são inevitáveis, normal em filmes que tratam de fatos concretos (até a página 2), datas, geografia, antiguidades (sem trema, que ridículo) entre outros ítens.

Vou me apegar ao conteúdo do filme em si, pq foi o que me chamou atenção e surpreendeu, achei se tratar de um filme não tão polêmico, reflexivo, nem que envolvesse questões psicológicas. Como disse há algumas linhas acima, no ínício, cheguei a comparar com ‘O Exorcista’, comparação patética e errônea, confesso!

A história mostra, num humilde resumo que esssa que vos escreve vai tentar fazer,  um padre/cientista, que investiga ‘milagres’ tipo, aparições de imagens, santas que choram, essas coisas. Pois é, tudo dentro dos padrões, se não fosse um caso extremamente diferente aos olhos do que a Igreja Católica estava acostumada a lidar. Uma jovem de NY (a Patricia), que leva uma vida, digamos, mundana, passa a ter que conviver com stigmas de Cristo (isso segundo dizem, só acontece com pessoas extremamente religiosas), após ganhar um rosário, de sua mãe, pertencente a um padre, do sudeste do Brasil (achei nosso país, como sempre, bem mal ‘representado’ nesse filme, pensei se tratar da Colômbia, não desmerecendo esse país, claro, até citarem no nome Brasil, um verdadeiro pecado), que faleceu sob misterioso fato da santa de sua Igreja jorrar sangue verdadeiro dos olhos na hora de sua morte. 

Cenas fortes, mas, não é só isso… O filme traz muitos questionamentos e diga-se de passagem, de muito mais importância do que as pessoas em geral costumar dar a esses assuntos.

A dúvida de um padre/cientista, a escolha pela castidade, a igreja católica com suas regras e normas, fé, milagre, ego, poder e uma conversa muito íntima consigo sobre quais são suas convicções, religiosas ou não, quem é o seu Deus, onde vc realmente encontra ele livre de qq tipo de exploração seja de poder, interesse, status e dinheiro é o que esse filme traz pra quem assiste.

Polêmicas que me deixariam anos aqui filosofando sobre, com infinitos questionamentos, que na verdade não se resumiriam somente ao catolicismo, mas, no significado de ‘Deus’ num modo geral, mas, que eu deixo pra cada um refletir em suas casas, quando forem ver ao filme.

Recomendadíssimo!!!

Título Original: Stigmata
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Site Oficial: www.mgm.com/stigmata

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Biquini Cavadão (CD e DVD 2em1)

Pra falar verdade, o DVD eu já tinha, nem por isso esse presente foi menos desejado, já q o CD pra mim era novidade.

O reino do Biquini
O reino do Biquini

Um dos melhores discos do Biquini na minha opinião, tenho no meu MP3 há séculos e nem penso em deletar ele. Sabe daqueles que sempre quando vc ouve, parece a primeira vez, amor a primera ouvida? Sabe quando vc tem vontade de sair pulando e dançando sem critérios? É assim!!!

Destaco as clássicas: a fodástica ‘Impossível’, a lindíssima ‘Timidez’, ‘Tédio’, ‘Zé Ninguém’ e a ‘Chove Chuva‘, sempre presentes em todos os shows do Biquini e que nesse Ao Vivo aparecem com uma ‘pegada’ muito boa!
As mais (ou nem tanto) ‘recentes’ como ‘Janaína’, ‘Quanto tempo demora um mês’, ‘Quando eu te encontrar’, mais calmas e tão lindas quanto.
E a regravação da canção do Nenhum de Nós, ‘Camila Camila’, que ganhou uma releitura bem Biquini de ser, ótima!

O DVD, é a animação do CD em imagens! Fortaleza realmente não poderia ter sido trocada por qq outra cidade pra esse DVD ser gravado! Sintonia perfeita do público e da banda!

Uma banda que tem todo o meu respeito pela trajetória q construiu, o Bruno, sempre tão querido (pessoalmente falando tb), letras que muito têm a passar pra quem escuta, um trabalho honesto e maravilhoso.

Site Oficial: www.biquinicavadao.com.br

Adoreiii tudo e assim eu termino, aqui, dizendo ‘olá’  pra 2009 com muita cultura e arte pra todo mundo, coisa que nesse país o acesso e ainda difícil!