por Fábio Vanzo
Que Fernando Morais é o maior biógrafo do país, com um estilo envolvente (porém ser os recursos fáceis do new journalism) que prende o leitor como se este estivesse lendo uma peça de ficção, não é segredo para ninguém; assim como é notório que, gosto pessoal à parte, Paulo Coelho é um fenômeno editorial que merece ser decifrado. Pois se O Mago não consegue exatamente explicar o porquê de um escritor de auto-ajuda com glacê de misticismo que vive derrapando na Flor do Lácio consegue vender tanto no mundo inteiro, se sai muitíssimo bem ao contar a trajetória de Paulo: tentativas de homicídio (culposas) e suicídio, abortos, experiências com drogas de todos os tipos, pactos com o Diabo, loucura e depressão. Tudo movido pelo sonho de uma pessoa confusa e insegura, de caráter às vezes discutível, que tinha uma idéia fixa, como a de Brás Cubas: ser um escritor famoso no mundo inteiro. Diversão garantida, como é de praxe nos livros do Fernando; o único senão é a pouca ênfase na parceria musical com Raul Seixas. Mesmo assim, é um livro imperdível.

2 comments
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Outubro 7, 2008 às 10:37 am
Robs
Eu sou tão anormal que os livros do Fernando Morais me dão um certo sono, mas eu sei que são bons… Chatô é incrivel… mas era dificil me manter acordada
Outubro 7, 2008 às 1:28 pm
Regiane
Eu ia falar o mesmo que a Robs hehehe.. mas, prefiro Fernando Moraes ao Coelho =/