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por Renata Getz
Eles deixaram as guitarras temporariamente de lado para se dedicarem a outro projeto: o de escritores. No início desse ano, Humberto Gessinger, vocalista e guitarrista da banda Engenheiros do Hawaii e Samuel Rosa, vocalista e guitarrista do Skank, foram convidados por editoras distintas para escreverem sobre as razões pelas quais tornaram-se torcedores do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Cruzeiro Esporte Clube, seus times, respectivamente.
A relação mais próxima entre os dois clubes, talvez sejam as cores azul e branca. A minha relação para com ambos é distinta: sou Cruzeirense, assim como Samuel, e fã incondicional de Humberto, que é Gremista.
“Meu Pequeno Gremista”, de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) narra a paixão de Gessinger pelo tricolor gaúcho. De forma sutil e delicada, o músico lembra do dia em que ganhou a primeira camisa do clube, dos jogos assistidos em família, da primeira ida ao Olímpico e da incursão de sua filha, Clara, ao universo gremista. Explica porque torce pelo Grêmio: um time que nunca perde a esperança mesmo quando as coisas parecem impossíveis, que joga com o coração cheio de raça, coragem e alegria. Talvez o livro tenha soado óbvio para os fãs dos Engenheiros do Hawaii, porém convenhamos: é um livro infantil sim – quinze minutos são suficientes para consumi-lo – e Gessinger foi claro e objetivo o suficiente para convencer qualquer pessoa sobre sua paixão. As ilustrações, de Fábio Nienow, são um capítulo à parte.
“O Dia Em Que Me Tornei Cruzeirense”, de Samuel Rosa (Skank), segue a mesma temática de “Meu Pequeno Gremista”, aonde Samuel fala de seu amor nato pelo time da Toca e lembra fatos importantes, como a primeira vez em que esteve no Mineirão e do tempo das vacas magras do time, época esta que coincidiu com sua adolescência. Além da história ilustrada, o livro traz ainda um almanaque completo, com todas as informações que o leitor precisa para conhecer a história de seu clube do coração, como as conquistas, o hino, as maiores goleadas e os grandes craques.
Considero ambos objetos para colecionadores ou ótimas opções de presentes para crianças torcedoras. “O Dia Em Que Me Tornei Cruzeirense” serve como um bom referencial da participação do Cruzeiro nos principais campeonatos. Já “Meu Pequeno Gremista”, embora tenha soado óbvio para muitos, é um livro para fãs dos EngHaw.
