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por Regiane

Em minha primeira participação nesse espaço vou falar de uma banda que anda monopolizando meu discman, meu Media Player, meu aparelho de dvd (sei que isso acontece com pelo menos 90% dos que aqui escrevem tb) e que realizou um pocket show memorável no último sábado, na Expomusic aqui em São Paulo. Estou falando do Nenhum de Nós.

by Roberta Lopes

by Roberta Lopes

Eu e alguns amigos chegamos cedo na Expo, por volta de 15:30 horas, enfrentamos mais de 2 horas debaixo de Sol e vento gelado, lá pelas 17:20 entramos e fomos dar uma zapeada geral no lugar! Instrumentos, brindes e encontro com os Nenhuns pelos corredores como injeção de ânimo pra ir pra porta do stand mais cedo para enfrentar mais 2 horas numa fila em frente a M-Audio. E foi as 20:20 hs. que toda a dor nas pernas e nos pés sumiram como um indício de que a espera valeu a pena!

Foi rápido, quase um piscar de olhos, mas, foi mágico…. a troca de sorrisos e de olhares o tempo todo irradiando uma energia incrível durante o show. Clássícos, novidades, stand lotado, todos cantando, presença do Daniel Del Sarto na platéia (ele mesmo, o da turma do Didi hauahu), tudo muito animado como sempre é… mal sabiamos nós que receberíamos tanto carinho depois que tudo terminasse.

Abraços de ursos polares megablaster esmagantes, sorrisos laRRgos, palavras e gestos de respeito, carinho e consideração se materializavam na minha frente o tempo todo, comigo e com todos os que me acompanhavam, sem esperar, como roleta russa q atira fofice em todo mundo sem freio e eu confesso que não soube muito o que fazer com tamanha queridice dos rapazes, ficando até meio perdida (e deixando-os um pouco perdidos tb).

Fato é q eu e meus amigos (4 deles, que também escrevem aqui: Jack, Renata, Robs e Rapha), saímos de alma lavada, lamentando por um show tão pequeno, mas, agradecendo infinitamente aos ‘Nenhuns’  por todo tratamento que nos foi dado e que esperamos ter retribuído a eles. Espero que tenha valido a pena terem parado no meio do caminho (já que vieram de um show Rondônia) e que levem boas recordações lá pro Sul.

Nós ficamos aqui, com sorrisos gigantes nos rostos por muitas semanas e com muita vontade do próximo, que seja grande, que seja inteiro, que seja lindo, que seja Nenhum de Nós!

Vai um vídeos que fiz lá na Expo, Amanhã ou Depois:

Mais videos? No meu Youtube.

por Renata Getz

Eles deixaram as guitarras temporariamente de lado para se dedicarem a outro projeto: o de escritores. No início desse ano, Humberto Gessinger, vocalista e guitarrista da banda Engenheiros do Hawaii e Samuel Rosa, vocalista e guitarrista do Skank, foram convidados por editoras distintas para escreverem sobre as razões pelas quais tornaram-se torcedores do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Cruzeiro Esporte Clube, seus times, respectivamente.

A relação mais próxima entre os dois clubes, talvez sejam as cores azul e branca. A minha relação para com ambos é distinta: sou Cruzeirense, assim como Samuel, e fã incondicional de Humberto, que é Gremista.

“Meu Pequeno Gremista”, de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) narra a paixão de Gessinger pelo tricolor gaúcho. De forma sutil e delicada, o músico lembra do dia em que ganhou a primeira camisa do clube, dos jogos assistidos em família, da primeira ida ao Olímpico e da incursão de sua filha, Clara, ao universo gremista. Explica porque torce pelo Grêmio: um time que nunca perde a esperança mesmo quando as coisas parecem impossíveis, que joga com o coração cheio de raça, coragem e alegria. Talvez o livro tenha soado óbvio para os fãs dos Engenheiros do Hawaii, porém convenhamos: é um livro infantil sim – quinze minutos são suficientes para consumi-lo – e Gessinger foi claro e objetivo o suficiente para convencer qualquer pessoa sobre sua paixão. As ilustrações, de Fábio Nienow, são um capítulo à parte.

“O Dia Em Que Me Tornei Cruzeirense”, de Samuel Rosa (Skank), segue a mesma temática de “Meu Pequeno Gremista”, aonde Samuel fala de seu amor nato pelo time da Toca e lembra fatos importantes, como a primeira vez em que esteve no Mineirão e do tempo das vacas magras do time, época esta que coincidiu com sua adolescência. Além da história ilustrada, o livro traz ainda um almanaque completo, com todas as informações que o leitor precisa para conhecer a história de seu clube do coração, como as conquistas, o hino, as maiores goleadas e os grandes craques.

Considero ambos objetos para colecionadores ou ótimas opções de presentes para crianças torcedoras. “O Dia Em Que Me Tornei Cruzeirense” serve como um bom referencial da participação do Cruzeiro nos principais campeonatos. Já “Meu Pequeno Gremista”, embora tenha soado óbvio para muitos, é um livro para fãs dos EngHaw.

por  Renata Getz

O músico e compositor Arnaldo Antunes se apresentou no Teatro Popular do Sesi, sexta-feira, 19 de setembro. O show Qualquer, homônimo de seu último álbum, integrou o circuito do projeto Sextas Musicais.

Confesso que há tempos não via tamanha sensibilidade. O show foi pura emoção, do início ao fim. Arnaldo estava acompanhado por Chico Salem (violões), Betão Aguiar (violão e guitarra) e Marcelo Jeneci (teclados e sanfona).  Tudo era tão singelo e emocionante, das vestimentas ao cenário, das letras às melodias, dos passos desengonçados e, ao mesmo tempo, compassados, às interlocuções. Aliás, o vídeo-cenário criado por Márca Xavier e Doca Corbett,  propicia clima para Arnaldo cantar e dançar coreografias cuja principal característica é o jeito especial do artista.

No setlist entraram O Silêncio, Saiba, Pedido de Casamento, Judiaria (de Lupicínio Rodrigues), Socorro, Quarto de Dormir (única canção inédita do DVD Ao Vivo no Estúdio e parceria com o tecladista que acompanha o cantor e compositor na atual turnê). Do Titãs, cantou O Que, Não Vou me Adaptar e O Pulso. E também Tribalistas, da banda homônima, dentre outras.

Depois de uma hora e meia de puro êxtase, a banda se despediu do público com a certeza de que aquela noite tão cedo não se apagará da memória daqueles que lá estiveram.

por Renata Getz

Sexta-feira, doze de setembro, dez das doze mãos que dão título a esse blog estiveram presentes no Teatro Popular do SESI para a apresentação do artista mais inquieto e contestador do rock nacional: João Luiz Woerdenbag, o bom e velho Lobão.

O músico mesclou sucessos de seu “Acústico MTV”, como “El Desdichado II”,  “Essa Noite, Não”, “Bambino”, “Por Tudo Que For” e “A Queda”, com “Vida Louca Vida” e “Mal Nenhum”, de Cazuza, e “Gita”, de Raul Seixas. “Ronaldo Foi Pra Guerra” e “Robô, Roboa” também fizeram parte do repertório.

Lobão, que há dois meses trocou o Rio por São Paulo, mudou também a formação original de sua banda de apoio que o acompanhava desde a gravação do “Acústico MTV”. Da formação original, ficou Edu Bolonha.

Durante uma hora e meia de rock e baladas românticas, o músico interagiu com o público como se estivesse entre amigos em uma mesa de bar. Ele é um doce e, de acordo com seus versos, a vida também é.

por Roberta Lopes

Não é nada raro nos dias de hoje um certo intercâmbio de artistas em áreas diferentes da sua de origem. Quantos atores viram “cantores” do dia pra noite e vice-versa? Só acho complicado quando essa nova empreitada pode não mostrar lá muito talento do arista em questão, que parecia (e realmente era!) tão bom no que fazia originalmente e decepcionar as pessoas que acompanhavam sua antiga carreira…

Pois foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li “A favor do vento”, livro escrito por Duca Leindecker, vocalista da banda gaúcha Cidadão Quem e atual parceiro de Humberto Gessinger no duo Pouca Vogal.

O livro, de 2002, não chega a ser ruim; mas é sem graça, sem ritmo, sem novidade alguma e capaz de me fazer duvidar da autoria das letras da banda. A história me lembrou diversos outros enredos com os quais me deparava nos livrinhos infanto-juvenis: um menino em busca de algo ainda desconhecido que sente falta de um antigo amor e relembra sua juventude enquanto roadie de uma banda de rock. E é claro que lá pro fim do livro o personagem passa a cobiçar um lugar ao sol como músico.

“A favor do vento” é a segunda obra literária de Duca, mas foi o primeiro que li. O único que comprei na Bienal do Livro deste ano. Aliás, confesso que a cada página lida sentia mais raiva por tê-lo escolhido no lugar de algum dos poucos que me faltam de autoria da Martha Medeiros.

Pouco depois, emprestado, li “A casa da Esquina”, a estréia de Duca no mundo dos livros em 1999. A motivação não era lá muito grande, mas precisava saber se a frustração seria com todas escritas do músico (pois é, prefiro continuar pensando nele apenas assim).

No entanto, devo confessar que minha surpresa foi gigante e extremamente positiva. A leitura é fácil, a escrita também despretensiosa, mas o enredo prende o leitor e me fez acreditar novamente na autoria de “Pinhal”, “A la recherche” e “Jimi”, algumas das minhas músicas preferidas da Cidadão.

De um modo pra lá de sutil, Duca conta a história de um menino que passa parte de sua infância assistindo ao definhamento do pai. E devo dizer que faz isso da maneira mais bonita possível: mostrando a visão de uma criança que sabe bem menos do que um adulto acha que sabe sobre a morte. É sensível, bucólico e capaz de nos deixar com lágrinas nos olhos. Ponto positivo para o músico/escritor.

Só é inevitável o questionamento do porquê de ter decaido TANTO no segundo livro. E reforço que é TANTO que não pode ser só opinião pessoal.

Pois é, a raiva agora fica em ter escolhido o livro errado pra comprar… Se alguém aí  quiser trocar um “A favor do vento” por um “A casa da esquina” me avise ok?

Opiniões, oras!

por Renata Getz

A montagem da Cia. Paulista de Artes mostra cinco contos do dramaturgo pernambucano - “essencialmente carioca” – Nelson Rodrigues (1912-1980), publicados no jornal “Última Hora”, entre 1951 e 1961, na coluna “A Vida Como Ela É”.

A temática do casamento é o fio condutor das cinco histórias.
“Excesso de Trabalho” conta história de um noivo sonolento; “Delicado”, narra o caso de um menino mimado demais pela mãe e pelas irmãs; “O Sacrilégio”, tem como tema os duelos nora e sogra; “O Pastelzinho”, fala sobre as aflições pré-nupciais; e “Feia Demais”, mostra o arrependimento de um homem que casou-se com uma mulher muito feia.
 
Sob direção de Marco Antônio Braz, a peça traz elenco afiado: Anamaria Barreto, Aline Volpi, Ana Paula Castro, Basilides Ortega, Edivaldo Zanotti, Marici Nicioli, Marcelo Peroni, Rosangela Torrezin, Vivi Masolli e Vladimir Camargo.  O cenário – formado por uma espécie de portal ao fundo do palco e um conjunto de cadeiras, é simples e dá conta das cinco histórias – e os figurinos – que deixam a montagem com cara de anos 50 – são responsabilidade de Juliana Fernandes. A maquiagem, de Edivaldo Zanotti, expressa a dicotomia amor x morte, sempre presente no teatro trágico de Nelson Rodrigues. Destaque também para a iluminação de Guilherme Bonfanti, que consegue ser simples e elegante.

Quem: As Noivas de Nelson
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. Até 28 de setembro de 2008.
Onde: Teatro Artur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955, Mooca, São Paulo; tel. 6605-8007)
Quanto: R$15
Gênero: Tragicomédia
Tempo de duração: 75 min
Classificação: 12 anos