por Renata Getz
Sexta-feira, quinze de agosto. Era noite quente de lua cheia em pleno inverno paulistano. O destino? Via Funchal. A razão? Mais um show da turnê “Lual MTV” com “Nando Reis e Os Infernais”, desta vez dentro do projeto “Eu Faço Cultura”, que é patrocinado pelo Movimento Cultural do Pessoal da CAIXA e tem como objetivo o desenvolvimento de semanas culturais por diversas cidades brasileiras.
Com meia hora de atraso, às 22h30, a banda surge em clima de lual com “A Letra A”, seguida por ”Relicário”. Pausa para cumprimentar a platéia e a festa continua com a belíssima “As Coisas Tão Mais Lindas”. “Me Diga”, “All Star”, “Não Vou Me Adaptar”, “Quem Vai Dizer Tchau” compõem o set acústico, que foi encerrado com “Espatódea”, feita em homenagem à sua filha Zoé.
O trovador ruivo é uma pessoa de sorte. Além do talento nato para compor, onde consegue ser simples e sofisticado ao mesmo tempo, cerca-se por músicos extremamente competentes: Carlos Pontual (violão/guitarra), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados) e Diogo Gameiro (bateria), Lan Lan (percussão), Juju Gomes e Micheline Cardoso (backing vocals).
A segunda parte do show, agora plugada, tem início com “Sou dela”. Ao encerrá-la, Nando comentou o fato de ter mais uma música em trilha de novela. Lembrou da primeira vez que isso ocorreu, em 1987, quando “AA UU”, dos Titãs, entrou para a trilha da novela Hipertensão na Rede Globo e do sentimento de estranheza causado pela canção. “Sua Impossível Chance” substituiu “Monóico”, provavelmente pela presença de muitas crianças na platéia. A noite prosseguiu com “No Recreio”, “N”, “Dessa Vez”, “Luz dos Olhos”. “O Mundo é Bão, Sebastião”, homenagem ao seu filho do meio, foi cantada por um Nando saltitante e desengonçado. “Mantra”, composta em parceria com Arnaldo Antunes – citado diversas vezes durante a noite – foi cantada em uníssono com a platéia. Ao final da música, o público foi presenteado com flores que enfeitavam o cenário. “O Segundo Sol”, sucesso na voz de Cássia Eller, foi a penúltima canção. O bloco plugado terminou com “Por Onde Andei”, onde todos os músicos e equipe técnica foram apresentados ao público – e aplaudidíssimos.
Quando voltou para o bis, comunicou à platéia a primeira medalha de ouro brasileira nas olimpíadas de Pequim e prestou homenagem ao nadador César Cielo solicitando aos presentes óculos e touca de natação – que ninguém tinha, óbvio!
“Whisky a Go Go”, sucesso do grupo Roupa Nova, deu a largada para o último set, seguida pela titânica “Marvin”. “Do Seu Lado” encerrou a noite com chave de ouro, mostrando que ali, naquele palco, não havia somente uma banda, mas um bando de gente feliz, comprometida e realizada, que foi embora de alma lavada por ter alcançado tamanha comunhão com os presentes em mais de duas horas de boa música.

2 comments
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Agosto 20, 2008 às 6:43 pm
Regiane
Olha, eu gosto do Nando, mesmo depois dele ter saído dos Titãs e toda confusão q se fez em torno disso e bla bla bla… mas, de uns tempos pra cá ele usa alguns artificios desnecessários, eu acho, pra criar polêmica ou tentar, sei lá….
Enfim, q ele seja feliz na carreira dele né! Compõe belas canções! Gosto muito mesmo assim!
Bjo
Agosto 20, 2008 às 8:38 pm
Roberta
Show do Nando é empolgadinho né? Eu gosto… mas faz taaaanto tempo…
beijoo!