You are currently browsing the monthly archive for Agosto, 2008.
por Roberta Lopes
Há algum tempinho, naquela época em que não era tão difícil arrumar emprego (ou ao menos quando eu não me preocupava em arrumar um), sempre acreditei (e ainda acredito, assumo) naquela máxima de “faça o que gosta e não terá que trabalhar um só dia”. E foi essa frase que veio na minha cabeça ontem ao sair do show da Cachorro Grande no Teatro Popular do Sesi, ou pra simplificar… na Fiesp.
Sempre achei bem complicado estes blogs que se comprometem a fazer resenhas de shows e afins, afinal sempre tem a questão do gosto pessoal que pode atravancar todo o senso crítico da coisa né… Mas me permito deixar de lado qualquer babação de ovo por gostar demais do som que eles fazem e me atenho apenas a uma visão simplória de qualquer pessoa que “perder” um pouco do seu tempo pra ver uma música que for apresentada pelos gaúchos ao vivo.
Eles são bem loucos sim, bêbados e outras coisas mais, e podem até ter aquele visual de quem não toma banho há algum tempo. Mas uma coisa é inegável, aliás reitero que é a mais importante delas, eles gostam do que fazem, e muito!
Eles não parecem estar ali por dinheiro ou pelas groupies que abarrotam o camarim dos caras no pós-show, eles estão ali por diversão. Nunca vi uma banda se divertir tanto com o que faz. Com certeza eles já passaram dos 30 faz tempo, mas a impressão é a de que são cinco garotos brincando uns com os outros enquanto tocam uma música qualquer no fundo da garagem de um deles.
E o público recebe como brincadeira tudo que apresentam também. E aí todo este clima faz o show ficar ainda mais incrível.
O set list é baseado em maior parte no último álbum lançado, em 2007, o “Todos os Tempos”. Mas óbvio que há espaço para as clássicas “Sexperienced”, “Lunático”, “Hey Amigo” e até a baladinha chiclete que ficou semanas e semanas no primeiro lugar do finado Disk Mtv “Sinceramente”.
O Beto Bruno deixa os vocais em alguns momentos e deixa os companheiros Marcelo Gross e Rodolfo Krueger soltarem o gogó e levantarem a galera com “O que você tem”, “Dia Perfeito” e “Deixa Fudê”.
Mas quer saber? A diversão é tanta ali que eles se permitem brincar e finalizar o show cantando ironicamente uma canção que resume bem o que sentimos a respeito de quem não estava ali naquela brincadeira toda “Você não sabe o que perdeu”.
Os Cachorros Grandes: Rodolfo Krueger, Pedro Pelotas, Beto Bruno, Gabriel Azambuia e Marcelo Gross.
Se quiser se redimir, corre pro Kazebre Rock Bar hoje que você pode dar certo e participar da próxima diversão, ops, do próximo show!
Fotos? http://www.flickr.com/photos/robertalopes
Mais sobre a banda: http://www.cachorrogrande.com.br
por Rapha
Quinta feira 28 de agosto, auditório do Ibirapuera foram a data e o local escolhido por Julieta Vengas pra fazer sua única apresentação em solo brasileiro para a divulgação do seu mais novo álbum, o MTV Unplugged.
Julieta e os 14 músicos de sua banda sobem ao palco com cerca de 15 minutos de atraso, mas que ninguém se importou em esperar, pois todos sabiam que iriam ser recompensados com um belo show.
E foi exatamente isso que aconteceu, começam o show tocando “Limón Y Sal” e logo na seqüência “Algun Dia”. Era visível a felicidade de Julieta, ao agradecer e cumprimentar a platéia dando o boa “noche” em “portunhol”. “Algo Está Cambiando” e “Sería Feliz” vieram na seqüência.
Ao falar da próxima musica, Julieta explicou que não fala português muito bem e que como a Marisa Monte [que divide os vocais com Julieta no cd] não pode vir para o show ela vai cantar toda a musica em espanhol, “Ilusíon”.
Luz mais baixa, Julieta no piano e com os primeiros acordes de “Lento” a platéia vai ao delírio e canta a musica quase que uníssono, logo seguida por “Mírame Bien”.
Com as ausências de Marisa Monte e Lenine [que estava confirmado, mas devido a um problema não pode ir] a única participação em seu show foi de Jaques Morelenbaum que co-produziu o álbum unplugged com Julieta. “Amores Perros”, “Mira La Vida”, “Eres Para Mi” E “Cómo Sé” foram tocadas em companhia de Jaques Morelenbaum.

Mostrando talento e habilidade com vários instrumentos Julieta, alternava entre violão, acordeom, piano e vocal solo, mostrando um grande domínio do palco, dançando, rindo e explicando as musicas e sendo cada vez mais aplaudida por todos, nesse clima alegre e descontraído seguiu o show com as musicas, “De Que Me Sirve”, “Canciones De Amor”, “De Mis Pasos” E “Primer Dia”.
Novamente com seu acordeom [instrumento característico da cantora], aos primeiros acordes de “El Presente” o publico não se contem levanta das poltronas, e começam a pular, e ir em direção ao palco tornando muito mais emocionante o final do show com uma interação única entre banda e publico.
Ao final de “Sin Documentos” Julieta visivelmente emocionada agradecia a todos por estarem ali, e falou que a ultima música do show era sobre, despedida mas com a esperança de poder voltar, e foi assim que Julieta encerrou seu belo show com “Me Voy”, saindo ovacionada e aplaudidíssima do palco.
Alguns minutos depois ele regressa para o bis com “Esta Vez” e “Andar Conmigo” fecharam com chave de ouro uma apresentação histórica.
Serviço:
Julileta Vengas: http://www.myspace.com/julietavenegas
Fotos do show: http://www.flickr.com/photos/_rapha_/
Vídeo de “Me Voy”: http://br.youtube.com/watch?v=VgADPNpolt4
por Fábio Vanzo
“O rock é uma coisa mais quadrada, assim, de verso-refrão-verso.”
Essa foi a justificativa de Lucas, o vocalista do Fresno, sobre o porquê de a experiência de tocar com Chitãozinho & Xororó ritmos como country, marcha-rancho e moda-de-viola era enriquecedora, durante o Estúdio Coca-Cola.
Bom, evidentemente que C & X são grandes músicos, têm uma carreira respeitabilíssima e eu me sentiria muito honrado em participar de algo com eles. O problema é o rapaz me sair com uma pérola dessas, praticamente dizendo que o rock é um estilo limitado.
[Nem vou comentar o quanto foi irrelevante a contribuição dos fresnos para as canções de C & X com suas guitarras fracas e melodias óbvias tocadas por músicos medíocres.]
Após a perplexidade, a fúria, a tristeza e o ataque de gastrite nervosa, comecei a pensar em discos convencionais e quadrados de rock como Highway 61 Revisited, Revolver, Quadrophrenia (opa), Are You Experienced?, Gita, Acabou Chorare, Selvagem?, Transformer, etc. e acabei concluindo, resignado, que o rock DELE, o som que ELE faz é quadrado porque ele faz parte de uma banda e de uma geração bunda-mole que não aprende nada com o passado e só quer saber de faturar com o que está na onda momentânea. Um cara que diz isso nunca ouviu os discos supracitados na vida. Banda clássica pra ele deve ser o Fall Out Boy. E ele deve andar preocupado demais pintando as unhas e fazendo franjinha pra se preocupar com referências musicais audaciosas e instigantes.
[Post escrito ao som de Seu Francisco. Agora com licença, vou colocar o Transa pra rolar aqui. Discos que descem redondo como cervejas. E que caia um paralelepípedo, bem quadrado, cúbico, pesado e duro, na cabeça dos fresnos.]
por Renata Getz
Sexta-feira, quinze de agosto. Era noite quente de lua cheia em pleno inverno paulistano. O destino? Via Funchal. A razão? Mais um show da turnê “Lual MTV” com “Nando Reis e Os Infernais”, desta vez dentro do projeto “Eu Faço Cultura”, que é patrocinado pelo Movimento Cultural do Pessoal da CAIXA e tem como objetivo o desenvolvimento de semanas culturais por diversas cidades brasileiras.
Com meia hora de atraso, às 22h30, a banda surge em clima de lual com “A Letra A”, seguida por ”Relicário”. Pausa para cumprimentar a platéia e a festa continua com a belíssima “As Coisas Tão Mais Lindas”. “Me Diga”, “All Star”, “Não Vou Me Adaptar”, “Quem Vai Dizer Tchau” compõem o set acústico, que foi encerrado com “Espatódea”, feita em homenagem à sua filha Zoé.
O trovador ruivo é uma pessoa de sorte. Além do talento nato para compor, onde consegue ser simples e sofisticado ao mesmo tempo, cerca-se por músicos extremamente competentes: Carlos Pontual (violão/guitarra), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados) e Diogo Gameiro (bateria), Lan Lan (percussão), Juju Gomes e Micheline Cardoso (backing vocals).
A segunda parte do show, agora plugada, tem início com “Sou dela”. Ao encerrá-la, Nando comentou o fato de ter mais uma música em trilha de novela. Lembrou da primeira vez que isso ocorreu, em 1987, quando “AA UU”, dos Titãs, entrou para a trilha da novela Hipertensão na Rede Globo e do sentimento de estranheza causado pela canção. “Sua Impossível Chance” substituiu “Monóico”, provavelmente pela presença de muitas crianças na platéia. A noite prosseguiu com “No Recreio”, “N”, “Dessa Vez”, “Luz dos Olhos”. “O Mundo é Bão, Sebastião”, homenagem ao seu filho do meio, foi cantada por um Nando saltitante e desengonçado. “Mantra”, composta em parceria com Arnaldo Antunes – citado diversas vezes durante a noite – foi cantada em uníssono com a platéia. Ao final da música, o público foi presenteado com flores que enfeitavam o cenário. “O Segundo Sol”, sucesso na voz de Cássia Eller, foi a penúltima canção. O bloco plugado terminou com “Por Onde Andei”, onde todos os músicos e equipe técnica foram apresentados ao público – e aplaudidíssimos.
Quando voltou para o bis, comunicou à platéia a primeira medalha de ouro brasileira nas olimpíadas de Pequim e prestou homenagem ao nadador César Cielo solicitando aos presentes óculos e touca de natação – que ninguém tinha, óbvio!
“Whisky a Go Go”, sucesso do grupo Roupa Nova, deu a largada para o último set, seguida pela titânica “Marvin”. “Do Seu Lado” encerrou a noite com chave de ouro, mostrando que ali, naquele palco, não havia somente uma banda, mas um bando de gente feliz, comprometida e realizada, que foi embora de alma lavada por ter alcançado tamanha comunhão com os presentes em mais de duas horas de boa música.
por Roberta Lopes
Sempre me considerei uma pessoa musical. Não faço música. Não tenho capacidade para tal. Sim, antes que perguntem, já tentei. Mas escuto música. Muito. Quase o tempo todo. E sempre foi a música (e creio sempre será) o que faz meus dias mais felizes, mais leves. É ela também que na maior parte das vezes aguça minha curiosidade.
Deixando isto claro, acho que já podem imaginar o quanto gosto de conhecer bandas/músicas/cantores/cantoras/sons novos. E obviamente fico ainda mais feliz quando eles são agradáveis. Se forem surpreendentes então, vocês verão quem vos escreve saltitante por um bom tempo.
Não queria citar uma coisa já dita há muito e diversas vezes, mas tenho que fazer. Ultimamente não tenho encontado muita coisa nova (pra não dizer nada) que me conquiste, que me estimule ir buscar mais informações, mas no último dia 02 uma banda no palco do Inferno me surpreendeu.
O nome? Mecanika!
O my space? http://www.myspace.com/bandamecanika
É melhor dar o serviço logo de cara porque se de repente você for muito curioso não precisar correr a barra de rolagem lá pro fim do texto. E também como sou boazinha, se por acaso você clicar no link e achar a banda uma porcaria não precisa continuar perdendo seu tempo. No entanto, só faço uma ressalva antes: a banda é MUITO melhor ao vivo. E por favor, encarem isto como um baita elogio. Afinal, é ali no palco que os músicos e as músicas se mostram como realmente são.
Mas voltando ao contexto… fui ao Inferno naquele sábado pra assistir ao show do Leela. Era aniversário da vocalista Bianca Jhordão e diversas participações interessantes me motivaram a sair de casa rumo à rua Augusta. Cheguei lá sem saber que teriam bandas de abertura, sofri com as duas primeiras… a terceira era o Mecanika.
Uma banda de rock formada na cidade de Santos (SP), formada por Dani Vellocet (voz e letras), Andrei (baixo), Gaylor (guitarra), Ed (teclado) e Renatinho (bateria). No MySpace eles dizem ter infuências de Foo Fighters e Queens of the Stone Age e ter o lançamento do primeiro álbum previsto ainda para este ano.
As músicas disponíveis na página mostram uma banda redondinha, todos os instrumentos casando bem. Não digo pela técnica, porque já disse e repito: não entendo nada de fazer música, mas entendo de ouvir e tudo ali soa muito bem para os meus ouvidos. O vocal então é bem afinadinho, coisa rara ultimamente. Outra coisa que me chamou atenção foram os “barulhinhos” de sintetizadores e efeitinhos sonoros todos especiais. Faz a música ficar completinha sabem? Não há um espaço vago.
Mas infelizmente o que faz valer a pena gostar do Mecanika você não vai descobrir apenas ouvindo as seis músicas que estão no MySpace. O melhor de tudo é ver a energia que eles apresentam no palco, a vontade de estar ali e fazer um rock de qualidade para um pequeno público fiel que cantava em uníssono todas as músicas apresentadas. Entre as quais, teve um cover belíssimo e fiel de “Hole in my Soul” do Aerosmith.
Ah e um outro ponto a favor é a atitude da vocalista. Sim ela é bonita, é loira. Mas ela não faz pose de gatinha!! Ela vende a música e não a carinha ou o corpinho bonito! Pelo menos por enquanto, e espero do fundo do coração que continue assim.
As letras falam basicamente de… adivinhem? Amor, relacionamento, paixão… óbvio! Mas por favor não o acusem de mesmice, por que sinceramente qual banda não fala sobre isso?
Em resumo, quer saber o porquê escrevi o primeiro post aqui no blog sobre o Mecanika? Dá uma olhada na agenda de shows deles e vai conferir AO VIVO assim que puder. Esta sexta-feira eles tocam lá no Inferno novamente! Infelizmente estarei desdentada e dolorida, logo, incapacitada!
Mas se puder, vá, confira e depois conte suas impressões pra mim!
Doze olhares, seis opiniões, algumas idéias.
Início.

